nova BNCC

Como a nova BNCC afeta o ensino das escolas no Brasil? Entenda!

Você sabe como ajudar seu filho nas tarefas escolares?

Se você costuma acompanhar notícias sobre o setor educacional, já deve ter ouvido falar na nova BNCC, não é? A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que norteia as estratégias de ensino do Brasil, tanto na rede pública quanto na rede privada.

Portanto, as escolas já devem começar a pôr as mudanças em prática, reestruturando seus currículos e processos de ensino. Mas o que muda, de fato? Neste post, abordamos as principais informações sobre a BNCC, inclusive no que se refere à sua aplicação em escolas bilíngues. Continue a leitura e confira!

O que é a nova BNCC?

No Brasil, os currículos pedagógicos da Educação Básica já são orientados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Porém, a nova BNCC, homologada em dezembro de 2018, propõe ainda mais: o documento pretende unificar os percursos e objetivos de aprendizagem da educação brasileira, inclusive entre as redes pública e particular.

Desse modo, a BNCC não funciona como uma matriz curricular, mas sim como um conjunto orgânico de diretrizes para que cada instituição de ensino elabore seu próprio currículo escolar, levando em conta as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas em cada fase de ensino.

Assim, se uma criança precisa mudar de escola ou mesmo de estado ao longo de sua vida escolar, espera-se que não haja discrepância entre as propostas pedagógicas em cada instituição de ensino. São definições básicas e comuns que pretendem dar mais unidade à Educação Básica brasileira.

Educação do século 21

Os objetivos da BNCC giram em torno de uma formação integral dos estudantes, levando em conta demandas da sociedade do século 21. Isso quer dizer que, mais do que conhecimento científico, as etapas da Educação Básica devem proporcionar o desenvolvimento de habilidades para o exercício da cidadania e para a vida coletiva.

Nesse sentido, a nova BNCC traz uma lista de 10 de competências gerais a serem trabalhadas pela escola. Segundo elas, o estudante deve terminar sua vida escolar sendo capaz de:

  1. conhecimento — entender os conhecimentos construídos sobre o mundo físico, social e cultural;
  2. pensamento científico, crítico e criativo — usar a imaginação, a análise crítica e a criatividade;
  3. repertório cultural — valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais;
  4. comunicação — saber se comunicar utilizando diferentes formas de linguagem;
  5. cultura digital — produzir e acessar informações digitais de forma crítica e ética;
  6. trabalho e projeto de vida — planejar uma vida profissional e social com liberdade e responsabilidade;
  7. argumentação — formular argumentos e saber se posicionar com respeito;
  8. autoconhecimento e autocuidado — conhecer a si mesmo e reconhecer suas próprias emoções e as dos outros;
  9. empatia e cooperação — exercitar a empatia, o diálogo e a cooperação nos diversos grupos sociais;
  10. responsabilidade e cidadania — tomar decisões pautadas em princípios éticos, democráticos e solidários.

As escolas particulares estão inclusas na nova BNCC?

Sim! Como dissemos, a nova BNCC é um documento que norteia toda a Educação Básica brasileira, incluindo os diversos níveis de ensino, tanto das escolas públicas quanto das privadas. O que está em jogo é uma revisão dos projetos pedagógicos, além de algumas alterações práticas na escola. Veja algumas delas!

Trabalho por área de conhecimento

De olho nas propostas da BNCC, as escolas precisam repaginar seus currículos e seu Projeto Político Pedagógico (PPP), de forma a garantir a formação integral de seus alunos. Assim, é preciso, por exemplo, deslocar o foco das matérias isoladas para uma abordagem mais interdisciplinar, que leve em conta a integração de áreas de conhecimento.

Protagonismo do aluno

A BNCC propõe reestruturações educacionais que vão ao encontro de uma perspectiva construtivista na educação. Assim, há a quebra de um paradigma em que o professor era visto como único detentor do conhecimento e, os estudantes, receptores passivos.

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Assim, há um maior protagonismo do aluno, que é valorizado como parte essencial da construção do conhecimento. Nesse sentido, as metodologias ativas são muito mais produtivas para o atendimento dos objetivos da BNCC.

Materiais didáticos atualizados

Uma etapa importante da adequação das escolas é a atualização dos materiais didáticos. Isso vale sobretudo para as escolas particulares que possuem materiais próprios, já que elas precisam ter atenção redobrada para manter o alinhamento com a BNCC. Quanto mais contextualizados, críticos e interdisciplinares, melhor.

Avaliação de aprendizagem

Outro ponto é a revisão nos formatos de avaliação. De acordo com os pressupostos da BNCC, o rendimento dos estudantes precisa ser analisado de um ponto de vista mais personalizado e global, isto é, levando em conta o potencial de desenvolvimento do aluno e seu processo de aprendizagem como um todo.

Isso implica rever a prática tradicional de usar a avaliação como o fim do processo educativo, na forma de um julgamento de aprovação e desaprovação. Trata-se de utilizar a avaliação como parte do processo educativo, considerando contextos e condições de aprendizagem.

Formação de professores

É a formação do educador que permitirá o alcance dos objetivos previstos para cada etapa de ensino. Portanto, as escolas precisam investir em programas de formação continuada e caprichar em orientações pedagógicas, para que os profissionais saibam como colocar em prática as recomendações da BNCC.

As escolas bilíngues também precisam se adequar à BNCC?

Escolas especializadas em educação bilíngue não fogem à regra e também devem estar atentas às mudanças trazidas pelo documento. Assim, os desafios dos gestores giram em torno de relacionar efetivamente a organização da BNCC com sua própria metodologia de ensino.

Nas escolas bilíngues, o PPP e os currículos devem seguir as orientações da BNCC, assim como em qualquer outra instituição de ensino. Além disso, a boa notícia é que a educação bilíngue pode beneficiar ainda mais as interações multiculturais e o desenvolvimento cognitivo de forma geral.

Algumas possibilidades para melhorar ainda mais essa relação entre a educação bilíngue e a nova BNCC são investir na interdisciplinaridade e apostar no uso de diferentes mídias. Sobretudo se levarmos em conta o desenvolvimento de uma cultura digital crítica, o uso de novas tecnologias é muito bem-vindo.

Enfim, a nova BNCC pretende repaginar a educação brasileira e promover um percurso escolar voltado para o desenvolvimento das crianças e adolescentes de forma mais ampla. As mudanças têm tudo para afetar a qualidade de ensino positivamente, inclusive nas escolas bilíngues, que não terão seus diferenciais prejudicados.

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