Inteligência emocional e inteligência cognitiva: saiba como incentivar!

inteligencia emocional e inteligencia cognitiva
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Qual atividade extracurricular é a cara do seu filho?

Quais são os ingredientes para ter uma vida de sucesso e realizações? Não existe uma fórmula exata para isso, já que pode ser uma junção de fatores, como estrutura familiar, classe social, oportunidades e até o elemento sorte. Apesar das condições variáveis, dois aspectos são essenciais: inteligência emocional e inteligência cognitiva.

Você consegue apontar o que difere esses dois tipos de inteligência? Trata-se de um tema bastante abordado hoje em dia, mas é comum ter dúvidas em relação aos conceitos envolvidos. Uma delas é sobre como e quando é possível desenvolver habilidades emocionais e cognitivas.

Este post traz respostas para essas questões, além de dicas práticas para você ajudar seu filho a se desenvolver. Acompanhe!

Qual é a diferença entre inteligência emocional e inteligência cognitiva?

Inteligência emocional é a habilidade de lidar com as emoções de maneira eficaz, compreender o que nos move e ter ações orientadas a partir disso. Da mesma forma, quem aprimora esse tipo de inteligência consegue reconhecer nos outros a linguagem das emoções. Essa percepção mais acurada norteia atitudes de empatia e flexibilidade.

A inteligência cognitiva está relacionada às capacidades intelectuais. Desde o início do século passado, esse aspecto passou a ser medido com base em um Quociente de Inteligência (QI), considerando as aptidões verbais, a memória, a resolução de problemas, o raciocínio lógico, o processamento de informações e as aptidões visuais e motoras. 

Hoje, sabemos que isso é bem mais abrangente do que se imaginava e que os testes de QI são imprecisos, visto que existem vários tipos de inteligência — lógico-matemática, linguística, musical, interpessoal, espacial etc. 

Quando falamos em capacidades cognitivas, em específico, nos referimos aos processos mentais que precisamos para elaborar os conhecimentos, incluindo: atenção, memória, linguagem, percepção, raciocínio e imaginação, entre outros. 

Agora, pare e reflita: qual desses dois tipos de inteligência é mais importante, a emocional ou a cognitiva? Respondeu corretamente se você afirmou que são os dois. Afinal, a criança pode dar demonstrações de que é acima da média no rendimento escolar, mas, ainda assim, terá dificuldades ao longo da vida que podem prejudicar seu desenvolvimento, se não souber lidar com as emoções.   

Como incentivar o desenvolvimento da inteligência emocional?

Essa é uma habilidade que pode ser aprimorada por toda a vida. Crianças, jovens e adultos podem moldar sua inteligência emocional para vários fins, como melhorar a socialização, lidar com os conflitos pessoais e interpessoais, e aprender a tomar decisões assertivas.

Veja como você pode ajudar seu filho! 

Ensine a criança a identificar suas emoções

A inteligência emocional deve ser incentivada desde os primeiros anos de vida. Mesmo as crianças que ainda não estão em idade escolar podem entender quando sentem algo diferente, como raiva ou tristeza.

Então, o primeiro passo é conversar com os filhos sobre essas questões e ajudá-los a reconhecer e comunicar suas emoções. Você também pode explicar que esse é o caminho para descobrir como agir e encontrar soluções quando há problemas por trás do sentimento incômodo.

Ensinar o reconhecimento e o controle emocional desde cedo também ajuda a desenvolver pessoas mais estruturadas, resilientes e capazes de trabalhar a tolerância à frustração. Afinal, quando adultos, descobrimos que nem tudo é como gostaríamos. Estamos sujeitos a receber “nãos” da vida, e precisamos saber como lidar com isso.

Estimule o convívio com diferentes grupos sociais

Crianças e adolescentes podem se sentir mais confortáveis no convívio familiar, na segurança de seus quartos e com seus recursos preferidos. Entretanto, é fundamental que elas interajam com diferentes grupos sociais e, assim, colecionem experiências que vão contribuir para o desenvolvimento de suas competências socioemocionais.

A escola é um ambiente propício para a socialização e a construção de vínculos interpessoais. Depois da própria casa, é o ambiente onde os jovens mais ficam em sua rotina diária. A vivência com colegas, professores e demais educadores pode ser muito enriquecedora, indo além do aprendizado curricular.

Complementando os contatos que têm em sala de aula, as crianças podem frequentar centros de esportes, grupos de atividade complementar e quaisquer outros ambientes onde possam vivenciar a diversidade social. Toda experiência interpessoal é válida para aprimorar a inteligência emocional.

Exercite a empatia

A empatia é um dos pilares da inteligência emocional. Você pode ajudar seu filho a compreender a importância de se colocar no lugar dos colegas, exemplificando diversas situações, para que ele entenda que cada pessoa pensa e sente de forma diferente. 

Felizmente, estamos vendo a formação de gerações mais conscientes e orientadas para o respeito às diferenças. Não podemos negar que problemas como bullying escolar e cyberbullying ainda existem, mas a gravidade das consequências dessas práticas está mais clara para os jovens. Nesse cenário — mas não somente diante dessas questões —, estimular o exercício da empatia é essencial.

Como melhorar a inteligência cognitiva?

Todos nós temos uma reserva cognitiva que começa a ser construída desde a infância. Qualquer atividade que tire o cérebro da “zona de conforto”, demandando os processos da cognição, podem gerar aprendizado.

Claro que a saúde cerebral também depende de fatores que são benéficos para o organismo de modo geral, como alimentação, sono e exercício físico. No entanto, com uma rotina de estímulos, é possível melhorar a inteligência cognitiva. Veja 3 formas simples!

Faça brincadeiras educativas

Brincadeiras lúdicas, jogos de tabuleiro e até os jogos eletrônicos — desde que se faça uso moderado do celular ou outros dispositivos —, embora pareçam apenas formas de recreação e distração, ajudam a ativar os processos cognitivos.

Mesmo as crianças menores, por exemplo, podem ser estimuladas a partir do manuseio de brinquedos que propiciam o desenvolvimento cognitivo. Isso porque os diferentes estímulos sensoriais ajudam nas conexões sinápticas (junções entre os neurônios).

Conforme a criança cresce e a complexidade das brincadeiras aumenta, também são lapidados o pensamento hipotético e dedutivo, o raciocínio e a capacidade analítica. Assim, enquanto brinca, seu filho desenvolve habilidades cognitivas que serão necessárias na vida adulta para solucionar outras questões.

Incentive a leitura

Você já deve saber que a leitura é importante para o desenvolvimento dos pequenos. Na verdade, é um hábito enriquecedor em qualquer fase da vida, mas incentivar essa prática desde cedo é uma forma de ajudar seu filho a tomar gosto pelos livros.

Além de contribuir para o aumento da inteligência cognitiva, a leitura tem outras vantagens, como:

  • amplia a aquisição da linguagem, reforçando o vocabulário;
  • ajuda na interpretação de textos e na escrita de redações;
  • proporciona relaxamento e entretenimento;
  • traz novos conhecimentos;
  • desenvolve o senso crítico.

Promova o aprendizado de um novo idioma

Quanto mais cedo alguém se dedica a aprender outro idioma, maior será sua facilidade. Apesar de isso ser uma atividade recomendada em qualquer idade, as crianças levam vantagem na rápida assimilação de duas ou mais línguas. 

Além do aprendizado de idiomas, diversas atividades fora da sala de aula favorecem o desenvolvimento físico, social, cognitivo e afetivo de crianças e adolescentes, como arte, música, esportes e programação, entre outras.

Como você viu, tanto a inteligência emocional quanto a inteligência cognitiva são importantes para o desenvolvimento integral das crianças. Com os estímulos certos, essas capacidades são aprimoradas para formar pessoas preparadas para os diversos desafios e conquistas que estão por vir ao longo da vida.

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