Educação financeira para crianças deve ser iniciada nos primeiros anos de vida

Educação financeira para crianças deve ser iniciada nos primeiros anos de vida

Os pais estão sempre preocupados com o aprendizado de seus filhos, com a intenção de que eles sejam pessoas íntegras, responsáveis e bem-sucedidas na vida. Olhando por esse ângulo, vemos que, além dos ensinamentos que vão ajudar a formar a personalidade, também é necessário falar sobre educação financeira para crianças.

Elaboramos este post pensando na importância dessa questão. Então, se você vive de olho nas tendências da educação infantil, descubra como prepará-lo para lidar com as finanças de forma consciente!

Educação financeira na primeira infância

A expressão “educação vem de berço” também está correta quando se trata de aprender sobre controle de finanças. A importância da família na educação é um ponto inquestionável, e os pais são modelos de conduta para os filhos em todos os aspectos, desde os primeiros anos de vida.

Nesse sentido, se os adultos têm bons hábitos financeiros — como poupar dinheiro, comparar preços, evitar gastos supérfluos etc. — a criança também aprenderá isso como regra. Por outro lado, se os pais não demonstram um controle eficaz sobre os gastos, o comportamento de consumo imoderado pode ser transmitido para os filhos. 

O ideal, portanto, é falar sobre educação financeira para crianças desde a primeira infância. Parece precoce abordar o assunto com seu filho de 3 ou 4 anos, não é mesmo? Mas saiba que esse é o momento certo de começar.

Já nos primeiros anos de desenvolvimento, a criança tem alta capacidade para absorver novas informações, as quais vão ajudá-la a construir suas normas de conduta e visões de mundo. Essa é uma fase propícia para ensinar os valores pessoais, como honestidade, empatia e respeito ao próximo.

Por que não aproveitar a facilidade de aprendizado da primeira infância e falar também sobre a importância de conduzir os gastos de forma consciente? Dos 3 aos 5 anos, a criança ainda não tem conhecimentos matemáticos bem desenvolvidos, mas suas noções financeiras podem ser guiadas com atividades lúdicas.

Os pequenos ainda não conseguem compreender o valor exato do dinheiro e podem querer, por exemplo, comprar um brinquedo caro com uma moeda de 10 centavos. Mas eles já sabem fazer a correlação entre o valor simbólico e a possibilidade de adquirir coisas.

Para estimular a educação financeira em crianças, você pode ajudá-las a manter um cofrinho ou elaborar jogos e brincadeiras que envolvam a atividade de comprar. Assim, elas começam a entender que é necessário poupar para conquistar objetivos maiores.

Educação financeira para crianças de 6 a 12 anos

A partir dos 6 anos, a criança já tem noções básicas de cálculos. Nesse momento, você pode incentivá-la a realizar ações financeiras simples, como contar o dinheiro necessário para comprar um sorvete. Continuar alimentando o cofrinho ainda é uma dica válida, pois estimula a ideia de que é preciso guardar para usar futuramente.

Quanto maior a criança, mais responsabilidade financeira você pode dar a ela — sempre com cautela e observando a compreensão e o comprometimento que ela demonstra. Uma mesada, por exemplo, é um recurso viável na educação financeira, uma vez que leva seu filho a entender que o dinheiro acaba rápido, quando usado sem planejamento.

No caso das crianças maiores, a mesada deve servir, também, como forma de incentivar a consciência e a responsabilidade. Ou seja, o valor combinado fica condicionado ao cumprimento de certos deveres, da mesma forma que os adultos recebem o salário mediante o trabalho realizado.

Ensinar seu filho a registrar os gastos, fazer uma lista de coisas que gostaria de adquirir e observar o aumento dos valores poupados também são ações eficazes na educação financeira para crianças de 6 a 12 anos.  

5 práticas para utilizar em casa

Em todas as idades, como já ressaltamos, é sempre necessário orientar e dar exemplos positivos. Veja 5 dicas úteis que devem ser praticadas por todas as pessoas da família e que vão facilitar a educação financeira das crianças.

1. Ensinar a comprar o que é útil

Um ponto importante para conscientizar as crianças desde cedo é em relação à real necessidade da compra. Saber diferenciar o útil e o simples desejo de consumo é uma lição que os pequenos vão levar para vida.

Para que os filhos adquiram essa consciência, uma possibilidade é explicar a hierarquia das aquisições. Faça a criança refletir por meio de questões como: “o que é mais necessário: comprar alimentos quando você está com fome ou brinquedos, se a sua caixa está cheia?”.

2. Incluir os filhos nas decisões financeiras

Principalmente quando a criança é maior e mais consciente, é possível permitir que ela participe de algumas decisões em relação às finanças da casa. Isso mostra que ela tem importância e responsabilidade para tal ação.

Um dia de supermercado, por exemplo, pode ser uma boa oportunidade para o seu filho participar do controle financeiro da família. Peça que ele ajude a comparar os preços dos produtos, para que aprenda que economizar vale a pena.

3. Incentivar o hábito de poupar

Já citamos que manter um cofrinho é uma boa alternativa para a educação financeira das crianças, desde bem pequenas. Mas, para que isso faça sentido, elas devem entender os benefícios dessa atitude. Afinal, por que ficar com vontade de comprar algo se o dinheiro está ali?

Então, é válido conversar com seu filho e ensiná-lo que o hábito de guardar dinheiro é uma forma de manter uma reserva para emergências ou para comprar coisas mais importantes.

4. Não dar tudo o que a criança pede

As crianças que ganham tudo o que querem podem desenvolver a ideia de que bens materiais são fáceis de se conseguir — e sabemos que a realidade não é bem essa.

É compreensível que os pais queiram ver aquele sorriso no rosto do filho quando eles ganham algo que querem. Mas nem sempre as condições são favoráveis, e a criança precisa, e merece, ter essa compreensão.

5. Explique sobre a importância do trabalho

Por falar em não dar tudo o que a criança pede, aproveite o gancho dessa conversa para explicar o quanto é importante trabalhar para conseguir adquirir bens materiais e alcançar objetivos. Fale que, com o seu trabalho, você consegue comprar alimentos, pagar as contas de casa, levá-los para passear, entre outros objetivos.

A educação financeira para crianças, desde os primeiros anos de vida, também é uma forma de contribuir para a formação do seu caráter. Isso pode ensinar a elas que o dinheiro é importante para a subsistência, mas que é preciso ter controle sobre ele, e não o contrário. Assim, seu filho poderá ser um adulto mais consciente, responsável e com uma noção saudável sobre finanças. 

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