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Opinião dos pais e educação dos filhos: como dialogar?

Você sabe como ajudar seu filho nas tarefas escolares?

Se, entre casais, é comum discordar sobre coisas triviais, como a melhor série na Netflix ou o que servir para os parentes no final de semana, imagine, então, sobre decisões mais complicadas, como a educação dos filhos.

Para início de conversa, saiba que as discordâncias são completamente normais. Cada parceiro vem de uma história de vida diferente. Com isso, cada um desenvolveu sua própria visão de mundo.

No entanto, quando há filhos no meio, é fundamental que exista mais atenção e sensibilidade nas pequenas — ou maiores — discordâncias.

Acompanhe a leitura e veja nossas dicas para lidar melhor com situações assim! 

Qual é o papel dos pais na educação dos filhos?

As próprias leis protetoras da infância e adolescência incubem como responsabilidade e dever dos pais prezar pelo pleno desenvolvimento e pela educação dos filhos.

Educar é transmitir valores, hábitos e conhecimento. É, ainda, dar suporte, acompanhar, influenciar e ajudar no pleno desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.

A educação se dá no dia a dia, mesmo que não exista a consciência e a intenção disso. A convivência e a forma como os pais reagem — ou deixam de reagir — aos comportamentos da criança já são maneiras de educar.

Como fazer quando as opiniões entre os pais sobre a educação dos filhos são divergentes?

É importante entender que é esperado que, em alguns momentos, o casal tenha opiniões diferentes sobre a forma de lidar com o filho. Além disso, vale refletir: cada um de nós tem a tendência de achar que a sua forma de ver o mundo é a mais certa de todas, mas nem sempre isso é verdade. Então, encontrar um meio-termo é uma boa solução.

Caso as opiniões sejam costumeiramente divergentes e levem a brigas ou insegurança em uma das partes, vale a pena buscar ajuda. Psicólogos infantis podem orientar os pais, mesmo que não trabalhem diretamente com a criança.

Quais são as dicas para dialogar bem?

Dialogar e tentar encontrar uma solução nem sempre é algo confortável. No entanto, é necessário para a construção de uma família saudável. A seguir, damos algumas dicas sobre esse assunto!

Saiba ouvir

Percebeu que cada membro do casal tem opiniões diferentes sobre como proceder com a criança ou com o adolescente? Em vez de demonstrar insatisfação e começar uma discussão na frente dos filhos, conversem em particular. É possível que cada um tenha justificativas plausíveis e que possam, a partir de uma escuta ativa, rever seus pontos de vista e chegar a um acordo.

Nesse momento, é importante demonstrar disposição para entender o outro lado. A empatia e a consciência de que, mesmo pensando diferente, o casal procura o mesmo objetivo — o bem-estar de seu filho — torna esse momento mais fácil.

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Outra dica para deixar o ambiente familiar mais leve é criar, no dia a dia, oportunidades de diversão com toda a família. Isso traz mais senso de união e ajuda seus membros a lembrarem sobre a razão de estarem juntos. Jogos ou um momento de leitura com todos são boas ideias.

Aceite as diferenças

Já foi colocado que as diferenças entre o casal são normais, não é mesmo? O mais importante é a forma como se lida com tais diferenças e como isso impacta na educação dos filhos. Pensar diferente do parceiro não significa que um dos dois esteja errado. Algumas vezes, é só a forma de interpretar as circunstâncias.

Além disso, aceitar o outro, com todas as suas diferenças, pode ser positivo e levar a um crescimento pessoal recíproco. Isso refletirá no desenvolvimento da criança.

Encontre o equilíbrio para chegar a um consenso

Em qualquer discussão do casal, o equilíbrio é necessário. Quando se trata da educação dos filhos, essa afirmativa se torna ainda mais significativa.

Saber os momentos em que se precisa ceder é questão de maturidade e de uma personalidade ajustada. A flexibilidade sobre o que pensamos e a forma como achamos que as coisas devem ser está muito relacionada ao respeito que temos pelo outro.

No entanto, conseguir expressar as próprias opiniões e necessidades também é um comportamento esperado dentro de uma relação saudável. É preciso haver espaço para os dois fazerem isso. Avalie como vocês lidam com tudo e, se perceberem um desequilíbrio, não hesitem em procurar ajuda.

Coloque o bem-estar de seu filho como foco

Em discussões envolvendo seu filho, não existe essa de “da última vez, eu cedi; agora é com você”. Não se trata de uma disputa de casal para ver quem vence a argumentação, mas sim de buscar o bem-estar do filho. Além disso, evite comentar na frente da criança ou do adolescente algo como “eu bem que deixaria, mas ele(a) não quer deixar”. Isso joga o parceiro contra o filho, o que não é nada saudável para a família.

Por que é importante que os pais estejam em sintonia?

O envolvimento dos pais na educação de seus filhos exige sintonia e constante diálogo. Somos como um espelho para eles, e, por isso, precisamos de maturidade para resolver os conflitos advindos dessa relação. Além disso, filhos aprendem muito ao observar como os pais lidam um com o outro, levando essa experiência para sua vida.

O exemplo dos pais tem impacto no desenvolvimento da criança e do adolescente. Se percebem que um dos pais tende a ser mais permissivo, é possível que comecem um jogo de pequenas manipulações, ainda que sem consciência da seriedade disso, pois, no fundo, o que querem é ter seu desejo atendido.

Se o adulto cede em uma situação para fazer a vontade de seu filho, realizando pequenas mentiras para validar sua atitude, isso prejudica não apenas a relação do casal, mas também a própria personalidade, o caráter e as competências socioemocionais da criança e do adolescente.

A educação dos filhos é um dos papeis mais desafiadores na vida de um casal. Ser responsável pelo desenvolvimento e pela transformação de outra pessoa não é nada simples. No entanto, com leituras sobre o tema — a exemplo da disciplina positiva — e muitas conversas dentro de casa, é possível o casal chegar a um consenso. 

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