Vale a pena investir em uma orientação vocacional para meu filho?

Vale a pena investir em uma orientação vocacional para meu filho?

 

Ao ingressar no Ensino Médio, logo se inicia a contagem regressiva para que o estudante tome uma das decisões mais importantes (e difíceis) de sua vida: qual caminho profissional seguir? Nessa fase, ao mesmo tempo em que surgem as mais diversas dúvidas no adolescente, os pais precisam estar preparados, transmitindo a segurança necessária para lidar com a situação da melhor forma possível. Não tem a menor ideia a respeito do que fazer para auxiliar seu filho? Pois em meio a infinitas possibilidades, investir na orientação vocacional pode ser uma excelente alternativa para tomar a decisão mais acertada. Que tal então descobrir como a orientação vocacional pode impactar a decisão do seu filho na hora de escolher uma carreira? Para isso, basta ficar de olho:

Por que é tão difícil escolher uma profissão?

Descobrir qual curso superior fazer ou qual carreira seguir definitivamente não é uma tarefa fácil. E o mais complicado dessa história toda é que a maioria das pessoas se depara com esse dilema antes mesmo de ingressar na fase adulta! Por essas e outras é que o período de encaminhamento profissional pode ser cercado de angústias para muitos estudantes.

Por pura falta de experiência, o jovem costuma não saber bem quais critérios usar para tomar tamanha decisão. Isso sem contar que, muitas vezes, ainda percebe que as expectativas familiares são incompatíveis com seus interesses e desejos. Tudo isso, aliado à enorme quantidade de cursos disponíveis no mercado, pode acabar fazendo com que seu filho se sinta confuso, incapaz de fazer sua escolha sem ajuda especializada. E por mais que conversas francas com os pais sejam de extrema importância nesse contexto, a orientação vocacional pode se fazer necessária.

Como funciona a orientação vocacional?

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que o processo de orientação vocacional não determinará um curso único ou uma carreira específica para seu filho seguir. Geralmente realizado por um psicólogo, o que esse processo faz é facilitar o autoconhecimento, lançando luz a aptidões, habilidades e potencialidades do adolescente. Assim ele poderá, por si só, perceber com mais firmeza e tranquilidade quais são seus interesses e quais caminhos deseja percorrer. Todas as respostas encontradas nesse processo facilitarão a escolha profissional do jovem e serão imprescindíveis para um início de carreira promissor.

Para indicar quais alternativas são mais adequadas ao perfil e às expectativas do jovem, a orientação vocacional pode ser colocada em prática individualmente ou em grupo, baseando-se em diversos instrumentos (como entrevistas, dinâmicas, testes de personalidade e de raciocínio, questionários, encontros e vivências). Ao longo da orientação vocacional, serão analisados diversos fatores, desde o histórico de vida do seu filho, passando por seu estilo de vida, suas preferências e seus interesses até certos traços de sua personalidade.

Ao final do processo, o jovem provavelmente será capaz de enxergar as melhores possibilidades no âmbito profissional para seu perfil, tomando sua decisão com muito mais consciência e responsabilidade. Afinal de contas, um dos principais objetivos da orientação vocacional é exatamente levar o indivíduo a perceber em quais áreas ele pode ser bem-sucedido e com quais segmentos de atuação possivelmente terá maior afinidade.

De que forma esses testes podem ajudar?

Engenharia, Medicina, Jornalismo ou Gastronomia? Muitos jovens gostam de inúmeros ramos do conhecimento e têm múltiplas habilidades e aptidões. Mas o que fazer quando tudo isso acontece ao mesmo tempo em que surge uma dificuldade em demonstrar interesse consistente por uma área específica? Testes vocacionais!

Esse processo é útil especialmente por ajudar o estudante a organizar seus gostos e suas aptidões, expectativas, necessidades e preferências. O aluno responde a uma série de perguntas e, com base no cruzamento das informações obtidas com as respostas, o teste vocacional elenca determinadas áreas de atuação que poderiam se encaixar no perfil do jovem.

É importante que fique claro, porém, que a orientação vocacional não tem a menor pretensão de apontar exatamente qual carreira o adolescente deve seguir para que, no futuro, obtenha sucesso, felicidade e realização profissional. Se seu filho for extremamente sincero na hora de responder às questões, o que a orientação vocacional fará é mostrar as opções profissionais mais viáveis e compatíveis.

O que deve ser considerado nessa escolha?

Na decisiva hora da escolha da profissão, é sim interessante que seu filho leve em conta os resultados obtidos com o processo de orientação vocacional. Mas a verdade é que só isso não é suficiente para garantir que uma boa decisão será tomada. Para escolher em qual curso superior investir, é preciso que seu filho reflita também sobre:

  • O que ele espera tanto para sua vida profissional como para a pessoal;

  • Do que ele realmente gosta;

  • As áreas do conhecimento com as quais tem mais afinidade;

  • Os motivos que o levam a gostar (ou achar que gosta) dessa ou daquela profissão;

  • Os principais aspectos da sua personalidade que podem impactar (positiva ou negativamente) no desempenho dessa ou daquela profissão.

E qual é o papel dos pais em todo esse processo?

A melhor maneira de os pais ajudarem um filho que está com dificuldades para decidir qual carreira seguir é investir no diálogo. Para isso, é essencial criar uma abertura para ouvir os anseios, questionamentos e pensamentos do jovem. Dessa forma, os pais poderão, com sua experiência, contribuir com conselhos práticos, mostrando a realidade do mercado e as possíveis consequências de suas escolhas. Com isso, formam uma base para o adolescente mesmo tirar suas conclusões.

É preciso que os pais entendam o peso de sua influência na decisão dos filhos. Isso porque, na prática, ainda são muitos os jovens que, no desejo de agradar os familiares, acabam ingressando em carreiras que não lhes trarão felicidade. Por isso, é fundamental que os adultos deixem que o adolescente faça a escolha por si mesmo, sem cobrança, pressão ou estresse.

É evidente que o aconselhamento é importante para que seu filho não tome atitudes impensadas ou imprudentes, mas lembre-se: faz parte do processo de amadurecimento aprender a tomar decisões e lidar com seus resultados. Com isso em mente, deixe seu filho livres para seguir sua vocação, pois assim terá mais chances de se tornar um adulto realizado e bem resolvido.

Percebeu como pode valer a pena investir na orientação vocacional? Ajude seu filho a tomar a decisão mais acertada para sua vida! E aproveite para descobrir se existe uma metodologia de ensino perfeita!

 

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