Tendências de educação infantil: veja quais são as 7 principais

Tendências de educação infantil: veja quais são as 7 principais

Novas formas de ensinar permitem que a criança seja protagonista do seu mundo

As mudanças pelas quais o mundo está passando têm feito muitos pais sentirem dificuldade em escolher o modelo de educação que melhor prepare seus filhos para construir o próprio futuro.

As demandas da nova geração são outras, novos conceitos chegaram, e alguns valores estão sofrendo uma rápida transição. A escola se reinventando, a fim de que as práticas pedagógicas se adequarem às atuais necessidades das crianças, do mundo e o das famílias também.

Confira aqui 7 tendências de educação infantil que fazem da escola um ambiente inovador ao desenvolvimento dos pequenos e permitem que a magia da infância seja amplamente valorizada!

1. Ensino personalizado e colaboração

Cada aluno é único, portanto, sua individualidade, tempo e maneira de enxergar o ambiente precisam ser respeitados, a fim de que o aprendizado faça sentido e seja motivo de paixão e felicidade. 

As aulas precisam estimular o auxílio mútuo, a interação, a parceria. Esses elementos, associados a atividades totalmente lúdicas, sem dúvida, tornam o aprendizado infantil muito mais divertido. A curiosidade quando estimulada e a vontade de investigar faz da criança protagonista em seu espaço.

O trabalho em grupo desenvolve várias habilidades socioemocionais, como a colaboração, a comunicação e a autonomia — algo cada vez mais requerido na vida adulta. E a criança começa a despertar os seus talentos e a entender que tem um papel importante em sociedade.

2. Aulas ao ar livre

A sala de aula está em todo lugar! Nada melhor que aproveitar os diversos espaços da escola para aprender. Escolas inovadoras possuem ambientes exclusivos para a educação infantil — muitos deles sem paredes ou teto —, a fim de que as atividades planejadas estimulem as crianças a compreender o mundo e a se socializar.

Ao cultivar uma horta, por exemplo, o aluno poderá ser despertado para questões de sustentabilidade e de como são produzidos os alimentos e a evitar o desperdício. Em uma minicidade, aulas de trânsito permitirão ter a consciência para um trânsito mais humano, no futuro.

A prática esportiva, que precisa ser inserida desde a mais tenra idade, pois o desenvolvimento de habilidades motoras gerais, equilíbrio mente-corpo e o lado social são aspectos importantes a serem desenvolvidos.

3. Artes como estímulo à criatividade

As expressões artísticas são importantes para que a criança possa exteriorizar o seu universo mais íntimo e a se sensibilizar diante do mundo.

Pintar um quadro, subir ao palco para atuar ou dançar, tocar um instrumento musical, são algumas maneiras da criança potencializar as suas habilidades intelectuais e relevar a própria criatividade.

As artes, portanto, estão sendo cada vez mais utilizadas desde a educação infantil como ferramentas de aprendizado, inclusive no processo de alfabetização.

Por meio do desenvolvimento de habilidades artísticas, os alunos vão descobrindo inúmeros conhecimentos. O aluno pode se descobrir futuramente um músico, um escultor ou um bailarino, e até aperfeiçoar-se a ponto de se tornar um profissional na fase adulta, quando estimulado.

4. Novas tecnologias em sala de aula

O mundo de hoje é tecnológico, e as crianças dessa geração — também chamada de geração z — são consideradas nativos digitais. Com isso, inserir recursos das novas tecnologias no ambiente escolar tornou-se inevitável.

Essas ferramentas têm o potencial de levar novidades para a sala de aula e ampliar o engajamento dos alunos nas atividades. Como os computadores, celulares, smartphones e tablets fazem parte da vida moderna, sua utilização para a interação com o conhecimento permite que as crianças tornem-se sujeitos no aprendizado.

Ao conectar-se à Internet, uma aula pode se tornar muito mais enriquecedora, já que com ela os conhecimentos tendem a se cruzar, promovendo a multidisciplinaridade, e tomando as aulas mais atraentes e relevantes.

5. Gamificação

Desse uso das novas tecnologias surgiu a gamificação, expressão que vem do inglês gamification. Trata-se de unir a paixão das crianças pelos games e utilizá-los de forma construtiva na sala de aula.

A ideia é que o professor insira os jogos como ferramenta para assuntos que estejam sendo discutidos. Atualmente existem muitas plataformas com vastas opções de conteúdo conforme cada faixa etária.

Ao utilizar os jogos, o processo de aprendizagem fica mais leve e divertido. “Gamificar” as aulas, porém, não se restringe apenas a jogos eletrônicos. O professor pode criar meios lúdicos que garantem o engajamento dos alunos.

“Dar poderes especiais aos amiguinhos que mais ajudarem a deixar a sala limpa” ou “conseguir destravar um objeto secreto da classe” são jeitos simples de promover diversos valores, brincando.

Mais além, a utilização de jogos, tanto físicos quanto digitais, tem por intuito fortalecer habilidades transcendentes à sala de aula. E as crianças também podem criar seus próprios jogos, o que fortalece o senso de objetivos, metas, prazos e trabalho em equipe.

6. Horários flexíveis e período integral

Conciliar carreira e filhos tem sido um desafio e tanto para muitos pais. Algumas escolas buscam diferenciais ofertando educação com horários flexíveis de entrada e saída, atividades extracurriculares dentro da própria escola e o período integral.

As crianças são assistidas de acordo com as necessidades da faixa etária, o que torna a experiência bastante positiva e tranquilizadora para os pais. Profissionais capacitados acompanham os pequenos na transição de cada horário e proporcionam bem-estar em momentos importantes.

As refeições, por exemplo, tendem a ser balanceadas, e a presença de nutricionista permite avaliar se a criança está se alimentando adequadamente e na hora do descanso acontece num ambiente bem calmo para que as crianças possam relaxar.

Há também acompanhamento na fase em que começam a aparecer as tarefas de casa, e as professoras de atividades culturais e esportivas específicas revezam-se em aulas estimuladoras, que ratificam os objetivos do projeto político-pedagógico da escola.

7. Ensino bilíngue

Essa nova realidade também fez com que as escolas aprofundassem o ensino de idiomas. Dominar outra língua — especialmente o inglês, por ser universal — tornou-se imprescindível. E quanto mais cedo for o aprendizado, mais natural ele será.

Com o passar dos anos, seja para ingressar em importantes universidades ou no mercado de trabalho, seja para ter relacionamentos sociais, fazer uma viagem ou, simplesmente, para ler um livro, ter fluência em outra língua é um grande facilitador e amplia horizontes.

No ensino bilíngue, algumas escolas alfabetizam tanto em português como em outro idioma, simultaneamente. Outras preferem uma imersão contínua com aumento gradativo de carga horária. Os métodos podem variar e por isso é interessante que os pais avaliem qual é a finalidade do segundo idioma para a família.

O ensino bilíngue desde a infância traz uma série de benefícios para a preservação de habilidades cognitivas na vida adulta, assim como o aprendizado de música e artes.

Essas tendências de educação infantil demonstram bem como a escola está passando por uma grande transição. É aconselhável que as famílias e a instituição tenham um relacionamento estreito, a fim de que todas as dúvidas sejam esclarecidas, parceria fortalecida visando o bem-estar e a aprendizagem da criança.

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