Saiba como agir se seu filho não gosta do professor

Saiba como agir se seu filho não gosta do professor

Lidar com as próprias emoções é um dos maiores desafios da adolescência. E quem tem filhos dessa idade sabe que episódios de excesso de raiva ou rancor podem acontecer, não é mesmo? Diante disso, não é nada incomum que surjam pequenos conflitos não só dentro de casa, mas inclusive na escola. Isso não significa, no entanto, que a questão não possa (e deva!) ser resolvida em benefício de todos os envolvidos.

Principalmente nos casos de animosidade do aluno em relação aos professores, tentar solucionar o problema é essencial. Afinal, a situação pode afetar diretamente o desempenho do estudante, além de representar uma oportunidade importante de amadurecimento. Pensando nisso, resolvemos elaborar um guia sobre o que fazer quando seu filho não gosta do professor. Continue lendo e descubra como ajudá-lo a crescer a partir disso!

Entenda por que seu filho não gosta do professor

Assim como em diversos outros tipos de conflitos familiares, o primeiro passo para reconciliar seu filho com o professor de quem ele diz não gostar é o diálogo. Nessa hora, algumas atitudes podem fazer toda a diferença, como:

Mantenha-se em posição de neutralidade

Longe de assumir um dos lados do conflito, seja o do seu filho, concordando com suas acusações, ou do professor, presumindo que o adolescente simplesmente não tem razão, sua posição quanto à questão deve ser o mais neutra possível. Dessa forma, você evita confirmar julgamentos superficiais do jovem e, ao mesmo tempo, não fecha as portas para a conversa ao discordar previamente de sua atitude. Além disso, a neutralidade também dá a você uma maior capacidade de discernimento para entender a fundo a raiz do problema, sem ideias preconcebidas.

Procure identificar a origem do conflito

Quando perguntar a seu filho por que motivo ele não gosta do professor, procure ir além de afirmações superficiais, buscando realmente entender o que poderia estar por trás das atitudes de um e de outro. Assim, se o estudante diz, por exemplo, que o professor foi muito rígido com ele, é preciso saber que comportamento do aluno levou o profissional a tomar tal atitude. Conhecer que momentos específicos fizeram com que seu filho alimentasse o rancor contra o professor é fundamental para desembaraçar o conflito.

Verifique se há motivos externos ao relacionamento

Por fim, procure saber ainda se a irritação do seu filho tem alguma causa externa a seu relacionamento com o professor — como influência dos colegas, preconceito, dificuldade na matéria ou alguma outra possibilidade. Tudo isso deve ser conversado com muita abertura, sem acusações que façam com que o estudante se feche, além de uma boa dose de paciência para entender seu ponto de vista, sempre ciente do nível de maturidade dos jovens nessa idade.

Esteja aberto para dialogar também com o docente

Depois de entender as razões do seu filho, parta para o outro lado da situação, procurando conversar também com o professor. Para isso, sugerimos que você faça o seguinte:

Agende uma reunião com a Orientação Educacional

Muitas vezes, o docente pode nem mesmo estar ciente da animosidade. Assim, o diálogo com ele certamente será crucial para resolver a questão. Vale a pena marcar uma reunião pessoalmente na escola para tratar do assunto, possibilitando uma conversa sem deixar seu filho alarmado e, ao mesmo tempo, com calma para entender o conflito a fundo.

Esteja disposto a ouvir

Escutar o que o professor e a orientação educacional tem a dizer sobre o comportamento do seu filho na escola é uma parte importante do seu envolvimento com sua educação, já que nem sempre os pais têm como saber o que acontece na sala de aula. Mantenha-se aberto, procure continuar em posição de neutralidade e aproveite para conhecer um pouco mais sobre a vida escolar do adolescente, atentando-se para pistas que podem ajudá-lo a enfrentar a questão.

Compartilhe informações sobre seu filho

Depois de ouvir o professor e a orientação educacional, lembre-se de que ele também não tem acesso a quem seu filho é em casa. E é apenas por meio dessa troca de informações que vocês poderão se unir para apoiar o adolescente. Conte mais sobre a vida pessoal dele para que, juntos, vocês entendam cada vez mais o que está por trás das atitudes do aluno tanto em casa como na escola.

Ajude seu filho a enfrentar esse desafio

Depois de transitar entre um lado e outro do conflito, procurando conhecer suas principais causas, você já pode partir para uma solução. Nesse momento, é importante que pais e filho saibam que o problema não será resolvido instantaneamente nem terá sua responsabilidade passada para os adultos. Ao contrário, é por meio de um amadurecimento gradual do estudante, com todo o apoio dos pais, que a situação pode ser contornada a longo prazo. Veja como:

Ajude-o a observar suas próprias atitudes

Tanto nessa como em qualquer outra briga, não podemos ter certeza de que conseguiremos transformar o jeito de ser e pensar de outras pessoas, certo? Sendo assim, é seguro dizer que só temos algum controle sobre as nossas próprias atitudes. Dito isso, é importante que o adolescente se observe para pensar no que ele mesmo pode fazer de diferente para melhorar o relacionamento com o professor, independentemente de quem tenha a suposta culpa pelo conflito. Deixe que ele veja como pode fazer sua parte para manter uma boa convivência!

Mostre a ele o outro lado da moeda

De fato, é bem mais fácil culpar o outro por uma briga. E os estudantes certamente tendem a assumir que um professor de que não gostam é simplesmente mau de propósito. Esse pensamento, porém, pode não apenas agravar o conflito como ainda prejudicar o amadurecimento emocional dos adolescentes. Portanto, mesmo que o professor também seja de alguma forma responsável pelo problema com seu filho, é essencial fazer com que o aluno enxergue também o lado do docente. Lembre seu filho de que o professor também é um ser humano, com questões pessoais que vão além do cenário da sala de aula que podem levá-lo a cometer eventuais erros, assim como qualquer outra pessoa.

Ensine-o a conviver com aquele sentimento

Por fim, se a antipatia persistir mesmo depois que seu filho mudar de atitude e entender que algum comportamento ríspido do professor pode não ter a ver com os alunos, será preciso ensiná-lo a aceitar e conviver com esse sentimento. Em seu futuro profissional, no círculo de amigos ou mesmo na família, sempre haverá alguém com quem ele não se dará assim tão bem. Lidar com isso desde cedo é um excelente aprendizado para os relacionamentos e desafios que seu filho terá que enfrentar na vida adulta, não acha? Pois então o ajude a aproveitar essa oportunidade para aprender e se tornar alguém mais tolerante e emocionalmente consciente no futuro!

E você, como reage quando seu filho não gosta do professor? Quais são suas sugestões para contornar essa situação? Compartilhe sua história conosco e participe da conversa!

 

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