Qual profissão seguir veja como os pais podem ajudar nessa decisão

Qual profissão seguir: veja como os pais podem ajudar nessa decisão

Os pais de adolescentes de hoje certamente ainda se lembram da ansiedade causada pelo processo de escolha da profissão que pretendiam seguir na juventude. No fim do Ensino Médio, além da pressão para dominarem os conteúdos e conquistarem uma vaga em uma boa universidade, uma dúvida complexa costuma pairar: qual curso escolher? Com exceção de uma minoria de estudantes que se mostra decidida e convicta a respeito do caminho a seguir, grande parte dos alunos na etapa de conclusão da escola acaba enfrentando essa encruzilhada com algum desassossego. Pois nesse momento o auxílio dos pais é fundamental. Quer saber como ajudar seu filho nessa empreitada? Então fique de olho no nosso post de hoje!

Diminuindo o estresse da decisão

Quais são meus talentos? O que gosto mesmo de fazer? É mais importante ganhar dinheiro ou realmente gostar do que se faz? Não dá para combinar as 2 coisas? Se eu escolher errado, posso mudar de ideia? Posso ficar um tempo viajando para tentar decidir melhor? Sou obrigado a entrar na faculdade? Devo seguir a carreira dos meus pais? São tantas, mas tantas as perguntas passando pela cabeça do formando do terceiro ano do Ensino Médio que o estresse se torna praticamente inevitável. Pois simplesmente saber que é possível contar com os pais na busca por essas respostas já ajuda (e muito) a diminuir a angústia. E com o pensamento mais leve fica bem mais fácil ponderar.

Evitando atitudes desestabilizadoras

Como em praticamente todos os campos na vida, quando se trata do envolvimento que os pais devem ter nesse momento crucial da vida dos filhos, o segredo está no equilíbrio. Aí é que 2 atitudes extremas precisam ser evitadas: envolver-se demais ou menos que o necessário. No primeiro caso, se você toma a dianteira e escolhe por seu filho ou mesmo o direciona rumo a algo que foi você quem sonhou para ele, é preciso se lembrar que, por mais que você o conheça, não tem como saber quais são os desejos, anseios e gostos mais profundos que devem nortear essa decisão. Afinal de contas, é toda a vida dele que está em jogo!

Outra atitude que não pode sequer ser levada em consideração é deixar o jovem decidir absolutamente sozinho. Responder a cada questionamento com uma atitude que deixe claro que a escolha é dele e você não pode se envolver não é a melhor maneira de dar a autonomia de que ele tanto precisa. A verdade é que isso vai provavelmente aumentar ainda mais o estresse do seu filho, fazendo com que ele se sinta abandonado justamente em um momento em que deve sentir que conta com uma importante rede de segurança: a da família.

Preparando para o momento

Não espere seu filho chegar ao terceiro ano para começar a conversar com ele sobre essa decisão inevitável. Desde o primeiro ano do Ensino Médio ou mesmo antes, na infância, o assunto não só pode como deve ser introduzido nas conversas familiares, desde que da maneira mais tranquila possível. Uma boa forma de abordar a questão é lembrar como aconteceu sua própria escolha. Com mais tempo para refletir, seu filho poderá focar em conhecer melhor as próprias aptidões e pensar sobre que tipo de atividades despertam nele um maior interesse.

Clareando as ideias com profissionais

Tudo bem que conversar com os pais ajuda bastante, mas não há nada melhor que o contato real com diferentes profissões para dar mais segurança a seu filho. Os pais podem começar essa experiência apresentando aos filhos o que eles mesmos fazem, ajudando-os a conhecer o máximo de realidades possíveis tanto dentro como fora do círculo de convivência familiar. Acredite: dificilmente um profissional se negará a falar sobre sua carreira com um adolescente interessado — afinal, todos nos identificamos com ele.

Apostando na orientação vocacional

Uma maneira interessante de ajudar seu filho nesse momento é proporcionar a realização uma orientação vocacional. Apesar de não funcionar como uma ciência exata, com o processo dificilmente determinando um único curso ou uma carreira específica a seguir, a orientação vocacional auxilia o adolescente no âmbito do autoconhecimento. Com isso, seu filho sentirá mais segurança a respeito dos critérios a usar para a tomada dessa decisão, sabendo como lidar com as expectativas da família e dos amigos e, especialmente, conseguirá identificar quais de seus interesses podem se transformar em profissão (e fonte de satisfação) na vida adulta.

Lembrando que a escolha não é definitiva

Quantas pessoas você conhece (se é que isso não se aplica a você mesmo) que decidiram dar uma guinada de 180 graus em algum momento da vida, transformando a carreira depois de um tempo? Tirar o aspecto de que a decisão tomada é para todo o sempre pode aliviar grande parte do peso sobre os ombros do adolescente e, consequentemente, ajudá-lo a avaliar melhor a situação. Mais uma vez, o equilíbrio é a chave. Ainda que a escolha pareça fundamental e irrevogável nesse momento, é importante que seu filho perceba que pode recuar se estiver errado e que terá seu apoio para isso. Ao mesmo tempo, não é bom que ele ache que a opção pode ser feita de maneira inconsequente, sem compromisso com tudo ali envolvido — como o próprio sustento e seu ingresso em uma vida adulta independente.

Considerando as carreiras em alta

Até a década de 1980, a dúvida sobre qual profissão seguir tendia a ficar em torno de algumas dezenas de possibilidades. Nas últimas décadas, porém, as novas tecnologias ampliaram esse leque de uma maneira absolutamente incrível. Caso seu filho seja daqueles que não sabe sequer em que área de especialização focar a escolha, uma maneira de ajudá-lo a encontrar um rumo pode consistir em conferir junto com ele a lista das carreiras que estão em ascensão tanto no país como no mundo, bem como as carreiras do futuro. Quem sabe assim seu filho não desperta algum talento ou desejo latente?

No entanto, vale lembrar tanto aos filhos quanto aos pais que fazer uma escolha baseada em garantias que essa ou aquela carreira podem representar é um equívoco comum. Afinal, se não há envolvimento e interesse pessoal, nem a carreira mais bem paga do mundo assegura qualquer progresso. Pense bem: além do próprio sustento, a profissão escolhida precisa proporciona prazer, relacionamentos e crescimento.

Para saber mais sobre o assunto e conseguir ajudar seu filho nesse momento tão delicado da vida, aproveite para conferir 8 carreiras que podem inspirá-lo!

 

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