Por que a escola tradicional não funciona mais?

Por que a escola tradicional não funciona mais?

A verdade é que a escola tradicional não funciona mais tão bem e por um motivo bastante razoável: as pessoas simplesmente não são mais as mesmas. E como o grande capital de um ensino de qualidade é o humano, torna-se impossível manter uma metodologia estática em uma realidade em que o incentivo é totalmente voltado ao dinamismo. Certamente muitos pais se lembrarão do antigo cenário em que um grande número de alunos se sentava nas carteiras de uma sala, todos de frente para o quadro, enquanto o professor despejava conteúdo atrás de conteúdo. Depois disso, um longo questionário testava a capacidade de assimilação dos alunos. Matematicamente, era possível conhecer bem o desempenho de cada um apenas pela quantidade de respostas certas ou erradas. Até aí tudo bem. Mas será que esse método seria igualmente eficaz nos dias de hoje?

Esse modelo era uma resposta do setor educativo à Era Industrial, época de especialização do trabalho, baixo acesso às informações e uma visão unilateral de uma quantidade fixa de conteúdo. Mas essa época acabou faz tempo. Por isso, tal modelo tradicional de ensino, embora tenha acrescentado conquistas louváveis à didática, precisa ser revisto. E por mais que algumas de suas práticas possam sim ser mantidas, a mudança será significativa. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe:

O aprendizado necessariamente envolve a tecnologia

De fato, a tecnologia é a maior responsável por todas as mudanças pelas quais deve passar a escola tradicional. E isso acontece por não mais vivermos mais em uma época de conhecimento enciclopédico, em que toda informação é pensada em termos de certo e errado. Com a onipresença da internet, a primeira grande alteração foi vista pela forma de encarar a pluralidade de pontos de vista. Atualmente, todo assunto é encarado sob diferentes prismas, com cada aluno podendo agora ser coautor em seu próprio aprendizado.

E como não é exagero dizer que não existe mais aprendizado sem internet, acabou que o quadro-negro perdeu muito de sua função. E essa revolução não pode ser ignorada. Os dispositivos que acessam a rede conseguem substituir a lousa e os cadernos com uma certa facilidade, de modo que as escolas que não aceitarem esse novo jeito de ser dos alunos (todos usuários assíduos de smartphones, tablets e outros dispositivos similares) provavelmente não conseguirão estabelecer um diálogo efetivo com eles. É preciso, portanto, construir um espaço informatizado na instituição, incorporando as ferramentas tecnológicas no cotidiano da sala de aula.

A especialização perde lugar para o equilíbrio de saberes

Quem já passou pela escola tradicional sabe muito bem que, inevitavelmente, alguns alunos acabavam estigmatizados como os gênios da Matemática, os prodígios em Ciências, os caxias de Geografia e por aí vai. Mas, justamente pelas facilidades que a internet propicia, a tendência do mundo (e, portanto, também das escolas que queiram preparar seus estudantes para a vida) é que as pessoas saibam um pouco de cada coisa, construindo assim um equilíbrio entre os diversos saberes.

Também por isso, o ambiente da escola tradicional não funciona mais tão bem quanto antigamente. Sua estrutura é tão enraizada em divisões estanques das matérias que o advento da interdisciplinaridade causou pouco efeito dentro de suas dependências. E, de fato, sem interligar as áreas do conhecimento não é possível moldar um saber múltiplo, capaz de construir nos alunos o discernimento que os permitirá dar conta da diversidade e da inconstância do mundo atual.

O ensino atual é baseado em vivências

Com o passar dos anos, os professores foram aprendendo aos poucos que é muito difícil modificar comportamentos baseando-se apenas em teoria. E isso acontece porque o lado puramente intelectual não tem uma ligação imediata com a prática. Justamente por isso, o ensino em escolas realmente preocupadas em manter um determinado padrão de excelência é cada vez mais focado na vivência. E por vivência queremos dizer uma aplicação cotidiana do que foi aprendido.

E aí se tem um desafio e tanto. Afinal, quais são as práticas em sala de aula que permitirão ao aluno colocar em prática o que aprendeu? Como deixar para trás o ensino abstrato e se certificar de que a criança incorporou em seus atos o que foi dito? Esses pontos são fundamentais para uma educação que pretende ajudar a formar adultos dotados de senso crítico e poder transformador. No fim das contas, o conhecimento deve modificar a ética de cada um. E é essa ética que nos permite julgar nossa prática, adequando-a ao bem coletivo e não a interesses individualistas.

O bilinguismo chegou para revolucionar a educação

E por falar em aplicar o que se aprende na teoria, é preciso lembrar das aulas de idiomas. Afinal, foi-se o tempo em que falar inglês era considerado um diferencial. Hoje, tornou-se uma necessidade básica. E, obviamente, não se aprende um idioma apenas com cadernos e questionários. Estão aí as escolas bilíngues para provar. Tais instituições se encarregam de propiciar aprendizado por meio de vivências relacionadas às culturas dos países falantes daquele idioma, oferecendo um contato mais aprofundado com a língua, seu uso e até o reconhecimento de aspectos multiculturais.

Por meio da educação bilíngue, o aprendizado de uma língua estrangeira deixa de ser apenas mais um item a ser acrescentado ao currículo de um aluno, transformando-se em um mundo de possibilidades. Com todas essas novas portas abertas, ele poderá repensar a si próprio com sua língua materna, assim como seus costumes e até mesmo sua identidade. É uma oportunidade única de contato com o multiculturalismo de um mundo globalizado. Então o que ainda está esperando para proporcionar a seu filho essa experiência?

O ensino integral traz educação com profundidade

A escola tradicional precisa mudar sobretudo a forma como concebe seu tempo. Se sua estrutura não for repensada, o ensino regular dividido em turnos corre o risco de se ver acorrentado à transmissão de conteúdo. Mas a vivência, a profundidade do conhecimento e o ensino da língua em seus aspectos culturais mais profundos acontece de forma muito mais eficiente em período integral.

No entanto, mesmo em turno único é sim possível policiar algumas práticas, incluindo a valorização da individualidade e da diversidade, além de repensar materiais didáticos. Em poucas palavras: deve-se estimular a vivência e a construção conjunta do conhecimento. Isso porque o ensino tradicional foi muito fiel à época para a qual foi concebido, mas hoje é preciso contar com uma educação que reflita um novo tempo, criando cidadãos atuantes, realmente preparados para a modernidade.

Pronto para buscar uma instituição que proporcione conhecimento em estado permanente de aprimoramento para matricular seu filho e vê-lo crescer em sintonia com o mundo atual? Só não se esqueça de, antes, deixar aqui seu comentário para dividir suas impressões conosco! Participe!

 

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