Geração Z: quem vem depois da geração Y?

Geração Z: quem vem depois da geração Y?

 

Muitos pais modernos devem se lembrar de que, no auge de suas juventudes, a geração X ditava as transformações sociais. O mundo caminhava no ritmo deles, e não o contrário. Choque mesmo foi descobrir que seus filhos, nascidos em meados da década de 1980, já levavam outra letra para rotular o momento de transição: a geração Y, marcada pela passagem do analógico para o digital e as urgências geradas pela intensa conectividade.

Eis que, enquanto a geração Y ainda se ocupa em moldar o mercado de trabalho, a geração Z já saiu das fraldas e está entre o Ensino Fundamental e o Médio. Mas quem são eles? Quer saber um pouco mais sobre o futuro que tem se pavimentado para receber a geração Z e qual o papel da educação nesse cenário? Confira tudo no post de hoje!

As mudanças causadas pela geração Y

Quando a geração Coca-Cola do Legião Urbana era anunciada nas rádios, a geração Y era ainda embrionária. Dos anos 90 para o início do século XXI, muita coisa mudou. Processos foram agilizados, as ambições da juventude se modificaram e tudo ganhou uma urgência para ontem. Reflexo disso se percebe nas próprias metodologias de ensino. Afinal de contas, a internet não invadiu apenas a vida pessoal e profissional: alcançou também as escolas.

Isso gera uma nova dinâmica de aprendizado. Hoje em dia, é comum que os mais novos orientem os mais velhos. Com a tecnologia enraizada no cotidiano, em um processo evolutivo tão veloz que se torna difícil de acompanhar, o mundo parece pertencer mais a quem cresceu em meio a essas mudanças. Considerando os crescentes avanços tecnológicos, fica mais fácil compreender o terreno que a geração Z encontrou na virada do século. Mas não nos enganemos: em apenas uma década, muita coisa mudou. Agora é hora da geração Y se adaptar às transformações.

As diferenças entre a geração Y e a geração Z

Pais e mães egressos das gerações X e Y não devem temer as novidades, até porque participar do desenvolvimento escolar dos filhos é fundamental! O desafio, no entanto, está justamente em aprender com eles — e por eles — as maneiras pelas quais a tecnologia tem atuado em cada etapa da vida. Afinal de contas, muitas pessoas da geração Y presenciaram o nascimento da internet. Logo, conheceram um mundo desconectado.

A geração Z, por sua vez, não compreende o mundo sem as facilidades das redes sociais e a informação solicitada em menos de um segundo, muitos tendo aprendido a deslizar os dedos por telas touch screen antes mesmo de darem os primeiros passos. Lembra quando dissemos que, na geração X, eram as pessoas que ditavam o ritmo do mundo? Pois, atualmente, parece ocorrer o inverso. E temos que acompanhar esse acelerado passo para que a geração Z não se distancie demais.

A educação das novas gerações

No ambiente profissional, a geração Y já espera encontrar rotinas tão desafiadoras quanto interativas, com recursos que apenas dão mais suporte à desejada autonomia. Na educação escolar, as expectativas das gerações que chegaram junto com a revolução tecnológica é a mesma: desafio e interatividade. As crianças aprendem desde cedo que não existem barreiras para a informação. O risco trazido por esse novo cenário é que desaprendam o convívio fora da tela do computador, caso não seja um aspecto adequadamente trabalhado por pais e educadores.

Muito tem se falado que a geração Z vive de cabeça baixa, mas em nome da conectividade e não da submissão. Ao erguer a cabeça e encarar o mundo de frente, os desafios da vida off-line podem ser amedrontadores. Daí a importância em incentivar o equilíbrio de ambos os mundos — desafio para pais e professores, que devem ajudar as crianças a desenvolver soluções reais e virtuais para seu amadurecimento.

Entre as principais dificuldades que educadores apontam para geração Z está o desenvolvimento de determinadas habilidades e capacidades relacionadas à vida off-line, tais como:

  • Desenvolvimento do pensamento crítico;

  • Facilidade na resolução de problemas reais;

  • Adaptabilidade a novos ambientes e situações;

  • Iniciativa própria;

  • Técnicas de comunicação oral e escrita;

  • Desenvolvimento da imaginação.

Sim, o mundo é da geração Z, e está se moldando diante de suas características, porém isso não significa que pais e educadores devam se retirar de seu papel orientador. A educação é essencial para que os jovens amadureçam e se tornem adultos saudáveis, criativos e atuantes no mundo a seu redor. Um exemplo disso? De acordo com uma pesquisa realizada em 2012 pela Fundação Pró-Livro, em parceria com o Ibope Inteligência, crianças têm se interessado cada vez menos por livros, apresentando uma redução estimada em 5% no número de leitores entre 2007 e 2011. É fundamental aprender a conciliar esse abismo entre gerações para que a geração Z não se isole ou acabe isolando as gerações X e Y.

A superação dos desafios educacionais

Como vimos, a tecnologia é uma grande aliada da juventude. O equilíbrio, no entanto, garante que as crianças atinjam a maioridade com uma visão ampla da sociedade. Por isso, lançar mão de recursos tecnológicos para atividades pedagógicas pode ser uma poderosa estratégia complementar para que pais e educadores se conectem com a geração Z.

Fazendo uso da popular tabela KWHLAQ, é possível dialogar com essa geração emergente e trabalhar os pontos anteriormente citados. A sigla, do inglês, é a abreviatura para Know, Want, How, Learn, Action e Question, uma sequência que pode ser abordada da seguinte forma em sala de aula:

Know: o que eu sei?

Ao propor que os alunos façam uma pesquisa na internet, o educador deve incentivá-los a reconhecer, antes de tudo, o que eles já sabem sobre o tema proposto.

Want: o que eu quero saber?

Uma vez identificado o que o aluno sabe sobre o tema, ele deve ser orientado a formular questões que pretende responder, especificando o objetivo de sua pesquisa antes de iniciá-la. Nessa etapa, é fundamental aguçar sua curiosidade e vontade de conhecer mais sobre o tema proposto.

How: como eu encontro as respostas?

Complemento ao item anterior, trata-se da orientação ao pensamento crítico. O aluno deve identificar quais são os recursos e as ferramentas disponíveis para encontrar respostas para suas questões. Nessa etapa, pode ser interessante fazê-lo pensar em possíveis soluções para a questão formulada antes de acessar as informações na internet, por exemplo.

Learn: o que aprendi?

A recompensa é um objetivo almejado pela geração Z, da mesma maneira que o cumprimento de desafios. Por isso, o incentivo à realização da tarefa e o reconhecimento dos resultados aprendidos são muito importantes para as crianças.

Action: o que resulta dessas ações?

Nessa etapa, é fundamental levar os alunos a imaginar qual poderia ser uma aplicação prática do conhecimento adquirido, incentivando-os a atuar no mundo. Enxergar esse objetivo antes de desenvolver a tarefa também pode ajudá-los a aprimorar o pensamento crítico e estabelecer conexões entre a aprendizagem on-line e o mundo off-line.

Question: quais novas perguntas posso fazer?

O aprendizado não termina na finalização da tarefa, apenas implica o começo de outra. Afinal, a descoberta leva a novas perguntas. Incentive os estudantes a ir mais fundo nas pesquisas e a perceber quais novas questões se abriram.

Como a era digital chegou para ficar, pais e educadores têm um papel importante no desenvolvimento da geração Z. Melhor se unir, fazendo dessas ferramentas novas aliadas, que lutar contra o inevitável!

E para você? Quais são os desafios para se conectar com seus filhos e educar a geração Z? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários!