Faculdade no exterior: como ajudar meu filho a realizar esse sonho?

Faculdade no exterior: como ajudar meu filho a realizar esse sonho?

Estudar fora do país é o sonho de muitos jovens e também de seus pais, afinal de contas se trata de uma excelente oportunidade para expandir os horizontes profissionais e pessoais. Mas como ajudar seu filho a cursar uma faculdade no exterior? Como proceder em relação à burocracia e aos custos envolvidos nessa empreitada?

Quando surge a possibilidade de estudar em outro país, é comum que as pessoas foquem mais no que ela representa do que nas medidas que precisam ser tomadas para viabilizá-la.

Se você quer saber que tipo de planejamento é necessário para ajudar seu filho a cursar uma faculdade no exterior, está no lugar certo! Neste post vamos revelar o que você precisa fazer antes de se despedir de seu filho no aeroporto.

1. Faça um planejamento financeiro

Independente do destino, é importante saber que as universidades lá fora custam caro. Não é à toa que, em países como os Estados Unidos, os pais economizam por anos para que seus filhos possam cursar uma graduação e obter um diploma. 

Se seu filho conseguir uma bolsa de estudos, ótimo. Caso contrário, será necessário projetar diferentes cenários e traçar uma estratégia. Você pode optar por aplicar um montante X em ações e obter altos rendimentos ou poupar um pouco todo mês até juntar a quantia certa. Em ambos os casos, é preciso começar a economizar cedo.

Outra opção é pegar um empréstimo com seu banco ou com a instituição conveniada à universidade. Geralmente, os juros dessas operações são baixos e você terá bastante tempo para quitá-las.

Pense desta forma: estudar fora é um investimento de longo prazo, que facilitará enormemente o ingresso e ascensão de seu filho no mercado de trabalho, mas que exige um planejamento financeiro que também deve ser feito em longo prazo.

2. Garanta que seu filho domine o idioma

Para que uma graduação no exterior seja viável, é necessário que seu filho seja proficiente na língua em que as aulas serão ministradas. Se o país escolhido for a Inglaterra, por exemplo, ele precisa ter um nível fluente de inglês.

Para conseguir isso, é necessário investir em um curso de idiomas ou matriculá-lo em uma escola bilíngue desde cedo. Fazendo isso, ele provavelmente deve ter alcançado o nível intermediário ao ingressar no Ensino Médio, e irá aprofundar seus conhecimentos da língua cada vez mais. Só assim ele conseguirá dar conta das demandas acadêmicas quando estiver na universidade estrangeira. 

Uma dica: crianças têm uma facilidade imensa de aprender outros idiomas. Como várias escolas oferecem ensino bilíngue na modalidade infantil, não hesite na hora de matricular seu filho.

3. Informe-se sobre os critérios de admissão

Cada universidade tem um processo de seleção único, geralmente baseado na legislação que regula a educação no país. Em algumas delas, é preciso apresentar um pré-projeto, em outras o estudante deve passar em testes de aptidão e apresentar cartas de recomendação. Você e seu filho precisam fazer disso um projeto e descobrir o que é necessário para ser admitido.

Em termos de burocracia, por exemplo, é preciso descobrir quais documentos precisam ser traduzidos, quais são os prazos etc. Pesquise o site da universidade, leia feedbacks de ex-alunos, entre em contato com o departamento do curso e tire suas dúvidas. Enfim, é preciso assumir uma postura proativa e buscar o máximo de informações.   

Um critério padrão para estudantes estrangeiros é obter uma pontuação mínima em um teste de proficiência no idioma local. Para os países de língua inglesa, por exemplo, há uma variedade desses exames (TOEIC, TOEFL, IELTS etc.), então é preciso saber qual deles é aceito pela universidade pretendida.

Obter um resultado satisfatório em qualquer um desses testes é um grande desafio, então seu filho precisa estar comprometido e se dedicar a alcançar esse objetivo.

4. Prepare-se para lidar com a burocracia      

Não se engane, a burocracia existe em qualquer lugar. Para não ser pego desprevenido e perder prazos por conta dela, informar-se é muito importante.

É preciso providenciar traduções juramentadas de documentos, comprovar renda, autenticar histórico escolar e conseguir cartas de referência (algo que não é tão comum aqui no Brasil). Caso seu filho não seja cidadão do país destino, é necessário também providenciar os detalhes para a emissão do visto de estudante.

Esses detalhes incluem uma autenticação que só a universidade pode emitir (na Inglaterra, por exemplo, essa autenticação é chamada de CAS – Confirmation of Acceptance for Study). Dependendo do país, é preciso solicitar o visto aqui no Brasil e apresentar uma vasta documentação para embasar seu requerimento.

E não se esqueça de que o ano letivo em muitas regiões do globo tem início nos meses de Agosto/Setembro, então é preciso providenciar os documentos com o máximo de antecedência.

5. Considere contratar uma agência de intercâmbio 

Uma opção que vai ajudá-lo na hora de solicitar o visto é contratar os serviços de uma agência de intercâmbio. Essas empresas são especializadas em facilitar os processos de agendamento com as embaixadas, providenciando suporte e aconselhamento (inclusive agendando as entrevistas).

Se seu filho quiser morar com uma host family, o acompanhamento e as dinâmicas que eles oferecem são especialmente válidos. Ficar imerso em outra cultura, em outro idioma e longe da família podem ser grandes obstáculos. Então do ponto de vista psicológico é interessante contar com a expertise de quem já vivenciou esse momento e lida com ele diariamente.

Além disso, essas agências providenciam uma lista de todos os documentos necessários para ter sua solicitação de visto aceita no menor tempo possível.

6. Prepare-se para os trâmites de validação do diploma 

Uma vez que seu filho conquistou um diploma lá fora, chegou a hora de validá-lo aqui no Brasil. Saiba desde já que o processo de reconhecimento de títulos é regulamentado pelo Ministério da Educação (MEC) e costuma levar algum tempo (no mínimo seis meses).

Em geral, apenas universidades federais podem fazer esse reconhecimento. E é bom estar preparado, pois a legislação muda com frequência e a lista de documentos necessários também.

De qualquer forma, uma faculdade no exterior é o passaporte que seu filho precisa para um futuro repleto de oportunidades de crescimento e reconhecimento, seja no Brasil ou em outros países.  Quer saber mais sobre as portas que uma educação bilíngue, com um currículo internacional, pode abrir para seu filho? Então assine nossa newsletter e acompanhe nossas publicações!

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