Escola internacional é o mesmo que escola bilíngue?

Consegue imaginar seu filho aprendendo sobre as leis da natureza e resolvendo operações matemáticas em outro idioma? Pois em uma escola internacional ou bilíngue, essa é a realidade em sala de aula! Desde pequenas, as crianças mantêm contato constante com um segundo idioma, o que favorece o domínio da língua em muito menos tempo. Mas então escola internacional e escola bilíngue são a mesma coisa? Calma, porque não é bem por aí. Que tal aprender agora mesmo a diferenciar essas alternativas? Então fique de olho no nosso post de hoje!

Escola bilíngue

A escola bilíngue segue o calendário brasileiro convencional, com início em fevereiro, pausa em julho e fim em dezembro. Da mesma forma, as disciplinas se baseiam nas diretrizes nacionais de educação, o que significa que as instituições respeitam o que determina a lei brasileira. Contudo, na maioria dos casos, existem opções de atividades extracurriculares, resultando na extensão da carga horária letiva para integral ou semi-integral. O detalhe é que, por mais que a lógica das disciplinas seja a mesma das escolas convencionais, o aprendizado se dá majoritariamente no segundo idioma.

Escola internacional

Aqui, a melhor época para levar os pequenos em longas viagens é no meio do ano, já que as escolas internacionais seguem o calendário boreal, com início do ano letivo em agosto — comum em instituições europeias e norte-americanas. Assim como nas escolas bilíngues, a maior parte das aulas nas escolas internacionais é ministrada no segundo idioma e a grade mínima estipulada pelo Ministério da Educação é respeitada. Mas o plano de ensino vai adiante, destacando-se por importar disciplinas e metodologias adotadas no exterior.

Nessas escolas, o ambiente é um atrativo especial para filhos de estrangeiros que moram no Brasil. E é por isso que a sala de aula se transforma em um verdadeiro ponto de encontro de culturas e nacionalidades. Entre indianos, americanos, holandeses, árabes e tantas outras origens, os pequenos brasileiros brincam, conversam, aprendem e constroem suas primeiras amizades. A interculturalidade contribui bastante para a formação humana das crianças, que, além de conhecerem outros costumes, aprendem a conviver pacificamente com as diferenças.

Mundo globalizado

Não é novidade que, apesar de suas características específicas, as nações compartilham uma cultura global, que envolve hábitos de consumo, meios de produção, oferta de serviços e tudo o que contempla a economia mundial. E o mercado de trabalho não fica de fora! Hoje em dia, as empresas absorvem profissionais de todas as partes, o que transforma o local de trabalho em um ambiente plural. Nesse cenário, já pensou que considerar uma carreira exclusivamente no Brasil significa limitar as opções? Assim, preparar seu filho para o mundo globalizado é uma forma de aumentar seu leque de opções, ampliando suas chances de sucesso profissional.

Nesse ambiente escolar, os alunos vivenciam uma prévia do mundo adulto, em que, cada vez mais, as relações interpessoais se diversificam. Como consequência da globalização e da transição dos povos pelos territórios, vem crescendo a demanda de pessoas capazes de se adaptar e desenvolver relacionamentos com quem possui raízes diferentes. E é claro que os cidadãos realmente preparados para isso terão mais chances de se destacar tanto na esfera pessoal como no âmbito profissional.

Leque amplo

Ampliar as opções das crianças também inclui a educação para além das fronteiras nacionais. As universidades internacionais são portas para a construção de carreiras robustas, instigando os alunos a expandir a consciência sobre o funcionamento do mercado mundial e das sociedades que o integram. E a discussão sobre a educação no exterior não necessariamente se limita à qualidade do ensino. Trata-se, principalmente, da possibilidade de seguir carreiras sequer existentes por aqui. Assim, seu filho terá mais opções para desenvolver suas vocações.

Nesse sentido, além de promover a fluência no segundo idioma, o ensino internacional facilita o acesso às instituições estrangeiras. Com métodos de ensino importados, os alunos saem mais preparados para fazer provas e redações exigidas para o ingresso em universidades ao redor do mundo. Isso sem contar que as disciplinas do currículo internacional também costumam abordar planejamento de carreira e outros temas mais voltados ao mercado de trabalho global, o que permite mais um passo em direção a uma carreira bem-sucedida.

Ainda vale ressaltar que o certificado emitido por uma escola internacional também é válido no exterior. No caso, o documento atesta que o aluno teve uma educação semelhante a que as crianças do país escolhido tiveram, estando por isso apto a ingressar na universidade. Mas seu filho não precisa esperar a faculdade para embarcar em escolas de outros países, viu? Intercâmbios parciais ou até mesmo o Ensino Médio completo (High School) podem ser realizados em outros continentes.

Ambiente imerso

Diferentemente do que acontece em cursinhos, com o ensino bilíngue, as crianças não entram em contato com o segundo idioma por apenas poucas horas semanais. Como a educação se dá simultaneamente em 2 línguas, a alfabetização é ao mesmo tempo única e mista. Por isso, as crianças não só aprendem uma segunda língua, mas a adotam como forma de comunicação natural, transitando do português para o segundo idioma quase sem perceber. Com isso, a capacidade de adaptação de uma criança bilíngue a situações adversas fica mais aguçada.

Momento ideal

Já percebeu como as crianças aprendem frases, gestos e até habilidades que sequer imaginamos de onde vieram? Isso acontece porque o cérebro dos pequenos funciona como uma esponja, absorvendo o máximo possível do ambiente em que vivem.

Antigamente, acreditava-se que, em vez de ajudar, o ensino bilíngue poderia confundir a cabeça dos jovens, tornando o letramento insuficiente em ambos os idiomas. Mas a enorme capacidade (cientificamente comprovada) de assimilação na infância abala esse mito. Na verdade, não há momento mais adequado para o aprendizado do segundo (e até terceiro) idioma que nos primeiros anos de vida, quando a criança ainda está construindo suas habilidades de comunicação.

Como você pôde perceber, são muitas as vantagens de um ensino bilíngue — tanto que essa parece ser a tendência da educação do futuro. É nítida a diferença de quem foi alfabetizado em inglês, por exemplo, e de quem aprendeu o idioma depois. A facilidade para a escrita, a conversação e a leitura nem se compara com as habilidades de quem teve contato com o segundo idioma tardiamente. Além disso, como mencionamos, a educação com pessoas de outras origens naturaliza a convivência com o diferente, preparando as crianças para o mundo do século XXI.

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