Escola infantil: o que avaliar na hora de escolher?

Escola infantil: o que avaliar na hora de escolher?

Finalmente chegou aquele momento em que o coração aperta e o seu bebê precisa dar o primeiro passo fora de casa: ser matriculado em uma escola infantil. Mas antes de pensar em voltar atrás e pagar caro por uma babá, saiba que está tomando a decisão certa! É uma oportunidade ímpar de socialização e percepção de mundo. O problema é ter a certeza de que o pequeno estará em um local seguro e comprometido com o seu desenvolvimento.

Quais os critérios que devem ser levados em consideração para escolher a escola ideal? Alguns quesitos básicos já podem estar borbulhando em sua mente, outros apitam como sirene por puro instinto materno ao visitar determinados lugares.

Neste post, vamos colocar um ponto de equilíbrio entre razão e emoção e apresentar um checklist com 10 pontos a serem levados em conta na sua decisão!

Quais aspectos avaliar em uma escola infantil?

Infraestrutura

Pode parecer o item mais fácil de verificar, mas alguns detalhes podem escapar. Além do espaço das salas, pátio e organização, é importante ficar atento aos detalhes. Confira se os ambientes são bem arejados e iluminados, o que evita mofo e a transmissão de doenças contagiosas.

Veja também se existem potenciais riscos (escadas, piscinas e sacadas) e como a escola está preparada para lidar com esses espaços. Outro ambiente a conferir é o banheiro, que deve ser adaptado para o tamanho dos pequenos. Se a escola oferecer alimentação, é indicado checar as condições da cozinha.

Linha pedagógica

Existem diferentes formas de se aprender. Para que a escolha do método pedagógico seja assertiva, é preciso levar em conta a personalidade do seu filho e os objetivos da família. Conhecer as diferentes linhas pedagógicas é fundamental para nortear essa escolha. Vamos apresentar aqui um resumo das principais.

Ensino Tradicional

É bastante provável que este seja o método pelo qual você passou na infância. Sua prioridade é a transmissão da informação e o professor ocupa a posição central nesse processo. A pedagogia tradicional é a mais utilizada no Brasil hoje. Embora sofra algumas críticas, como o excesso de ênfase na disciplina e a falta de valorização na personalidade individual, seu ponto forte é a universalização do conhecimento.

Método Construtivista

A proposta do método construtivista, cuja maior referência é Jean Piaget, inverte os valores em sala de aula. O conhecimento passa a ser arquitetado pelo aluno, não mais transmitido pelo professor.

O educador assume o papel de companheiro de descobertas da criança. De acordo com Piaget, “A principal meta da educação é criar pessoas que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram”.

O problema, para muitos críticos, é que esse sistema corre o risco de desprezar a necessidade de uma formação cultural prévia.

Método Montessori

Foi desenvolvido por Maria Montessori, médica que participou do movimento chamado Escola Nova. Pode, em princípio, parecer ser semelhante ao método construtivista, mas guarda uma série de diferenças significativas, especialmente no que diz respeito ao papel do professor e aos materiais utilizados no processo de aprendizagem.

O educador mantém sua importância como um facilitador que conduz o processo de aprendizagem, estimulando nas crianças a responsabilidade e a independência. Os recursos pedagógicos utilizados são cuidadosamente pensados para incentivar a descoberta de conceitos.

Muitas escolas optam por agregar propostas, buscando suprir os pontos fracos de determinada metodologia com os fortes de outra. Mas isso precisa estar bem claro no projeto pedagógico da instituição. Falaremos melhor sobre isso mais adiante.

Valores da escola

Além da forma de transmitir conteúdos, também é de suma importância verificar os valores desenvolvidos pela escola. É claro que esse é um compromisso primordialmente da família, mas a instituição de ensino deve ser parceira nesse processo, transmitindo preceitos básicos para a boa convivência entre cidadãos.

Capacitação dos professores

Infelizmente, o trabalho docente no Brasil é desvalorizado, a ponto de muitas instituições precarizarem o ensino das crianças, contratando pessoas sem capacitação para o trabalho. No entanto, educação infantil é coisa séria! Por isso, o professor precisa ter, minimamente, formação em pedagogia e os ajudantes terem alguma capacitação técnica ou ainda cursando a faculdade.

Pergunte também sobre o número de professores e ajudantes por grupo de alunos. O ideal é que haja um adulto para cada 6 crianças em sala. Escolas que mostram essa preocupação geralmente são mais comprometidas com o desenvolvimento da criança.

Qualidade do ensino

De nada adianta ter uma linha pedagógica se não houver qualidade na forma de aplicá-la. Ao sentar com o orientador educacional da escola, sua primeira pergunta deve ser se há um projeto político-pedagógico. Ele deve ser apresentado e explicado de forma clara. Caso perceba dificuldade na resposta, desconfie.

Relacionamento com os pais

No primeiro contato, tudo são flores! O orientador lhe mostra a escola, explica a metodologia de ensino, mas, depois, silêncio. Para não se sentir “traído”, confira como funcionam os canais de comunicação da escola. Peça para ver a agenda (geralmente adotada no ensino infantil). Confira se é específica o suficiente e se contém as regras e informações importantes sobre o colégio.

Pergunte também pelas reuniões de pais. Elas devem acontecer ao menos 4 vezes por ano, no início e/ou final do semestre. Outro indício de boa comunicação são as atividades conjuntas que envolvem a participação da família, como feiras e festas comemorativas.

Acolhimento das crianças

De nada adianta um ensino de qualidade se não houver carinho. É uma fase em que a criança precisa de aconchego. Encontrar professores pouco dados ao afeto pode, inclusive, comprometer seu desenvolvimento. Por isso, peça para conhecer o futuro professor de seu filho. Se possível, procure vê-lo em ação.

Mensalidade

O grande dilema no momento de escolher uma escola é fazer com que o custo-benefício caiba no orçamento! É bom ter em mente que um colégio caro nem sempre significa qualidade. Mas se o colégio é bom e o valor de um curso integral vai apertar as contas, pense em alternativas, como começar em meio período e contar com o suporte da família no contraturno do pequeno.

Logística para levar e buscar

A escola pode ser maravilhosa, mas se é preciso atravessar a cidade para levar e buscar o pequeno, tanto o tempo quanto os custos envolvidos podem transformar essa logística num suplício! O ideal é que o colégio escolhido fique a uma distância pequena de casa ou do trabalho.

Segurança

Em tempos de violência, esse é um quesito primordial! Veja se a escola possui câmeras de segurança e assegure-se que existam procedimentos rígidos de controle das pessoas que entram na escola e que são autorizadas a buscar as crianças.

Só escola infantil ou ir além?

Além de todos os itens que já apresentamos aqui, vale a pena começar a pensar também no tipo de escola infantil ideal para sua dinâmica familiar. Algumas pessoas preferem colégios pequenos, receosos do volume de crianças assustar seus filhos.

Por outro lado, instituições que ofereçam também o ensino fundamental e médio, garantem o estreitamento de laços de amizade e a continuidade no processo de aprendizado!

Ainda em dúvida? Quer compartilhar as experiências que tem tido em suas visitas às escolas? Deixe seu comentário no post!