Entenda e aprenda a se livrar da culpa materna ao voltar a trabalhar

Entenda e aprenda a se livrar da culpa materna ao voltar a trabalhar

Para uma mãe, o momento de voltar a trabalhar e colocar o filho na escola é cheio de dilemas e, em muitas casos, acompanhado por uma dose de culpa materna. Em vez de adiar esse momento para não encarar o problema, a solução certa é realmente descobrir como se livrar desse sentimento.

Que tal começar entendendo de onde ele vem? Neste post, vamos explicar porque a culpa materna aparece e dar algumas sugestões para superá-la.

Porque a culpa materna aparece

A culpa materna na hora de colocar o filho na escola tem origem em situações práticas, que fazem a mãe questionar seu próprio valor e sentir que ela não está correspondendo às expectativas da sociedade e da família. Veja, abaixo, 6 exemplos bem comuns.

1. Ter que trabalhar

O próprio fato de trabalhar faz a mãe se sentir culpada, pois imagina que, se não precisasse do emprego por razões financeiras, teria mais disponibilidade para cuidar pessoalmente dos filhos — que não precisariam começar a frequentar a escola cedo.

Obviamente, esse pensamento é extremamente prejudicial, especialmente considerando que o trabalho não tem apenas uma função econômica, mas é uma fonte importante de satisfação pessoal para a mulher. Ele agrega mais uma faceta à sua vida, fazendo com que você se sinta realizada de diferentes maneiras.

2. Não dar conta de fazer tudo

É claro que toda mãe gostaria de fazer tudo que seus filhos precisam pessoalmente. Porém, isso não é sempre possível nem para aquelas que são donas de casa, e muito menos para as que trabalham fora.

É natural que você precise de ajuda, seja do marido, dos familiares ou da própria escola. Aliás, a participação desses outros “atores” na vida do seu filho é necessária e não pode ser substituída pela mãe, pois cada um deles tem uma contribuição própria a fazer. Mesmo assim, você continua se cobrando como se fosse realmente sua obrigação cuidar de cada aspecto da vida dos seus filhos pessoalmente.

3. Não ter paciência

Você passa o dia todo enfrentando as dificuldades do dia a dia: trânsito pesado, reuniões que não dão resultados, funcionários indisciplinados, relatórios pesados com datas de entrega apertadas.

Então, chega em casa e seu filho volta da escola, e realmente quer passar algum tempo com ele, mas nem sempre está disposta para fazer tudo o que ele pede. Afinal, a criança ainda tem muita energia, e você já está cansada — apesar de ainda ter outras tarefas para fazer antes do dia acabar. A falta de paciência nesse momento é mais um ingrediente para a culpa materna.

4. Ver os filhos fazendo birra

Para uma mãe que já está se sentindo mal por voltar ao trabalho e colocar o filho na escola, ver a criança fazendo birra pode parecer um “sinal” de que tomou a decisão errada. Você pode pensar que, se estivesse cuidando integralmente da criação do seu filho, ele não faria pirraça, não se comportaria mal, nem seria desobediente; e esse pensamento causa o sentimento de culpa.

5. Não ser tão rígida com a alimentação ou a diversão

Mães que trabalham fora podem apresentar uma tendência a serem menos rígidas com os filhos, como uma forma de compensar o sentimento de culpa pela ausência. No entanto, esse comportamento em si é um outro motivo para a culpa materna.

Você acredita que não está promovendo uma alimentação saudável ou que não está exigindo equilíbrio na hora da diversão. Você sabe que comprar fast food sempre que a criança pede ou deixar que ela passe a tarde assistindo TV e brincando com o tablet não é bom para ela. E, claro, isso não faz você se sentir melhor pelo tempo que passa no trabalho.

Como superar a culpa materna

Você deve ter percebido que a culpa materna é algo complexo. Ela tem origem na sua percepção emocional sobre vários aspectos da situação, todos ligados entre si, que reforçam esse sentimento. Para escapar dessa teia, é preciso deixar de lado por um momento a emoção e olhar para a sua situação de maneira racional.

Em primeiro lugar, encare o fato de que trabalhar fora é necessário. Acima de tudo, como já dissemos, não se trata apenas do salário, mas da sua realização como ser humano.

Se você gosta da sua profissão, abandoná-la para cuidar da casa e dos filhos pode não ser uma boa decisão. Com o tempo, a dependência da família em relação à mulher tende a diminuir e, se ela não tem outras atividades, pode sentir que não tem um propósito.

Em segundo lugar, colocar seu filho na escola cedo — mesmo que você não trabalhe fora — traz seus benefícios. O principal é o desenvolvimento de habilidades de socialização na criança, que incluem a comunicação, a empatia e o respeito pelas diferenças. Além disso, a criança também adquire senso de responsabilidade e disciplina, que vão ajudá-la em toda a sua vida.

Se a escola comum já traz benefícios, você pode imaginar que a educação integral tem ainda mais vantagens. Alguns exemplos são:

  • ele tem tempo para desenvolver atividades mais diversificadas, desenvolvendo seu gosto por esportes, música, dança, leitura, tecnologia e outros temas;
  • ele recebe uma atenção especial para organizar sua rotina de estudos e, inclusive, pode fazer todas as lições na escola, ficando livre para passar tempo de qualidade com os pais em casa;
  • ele tem profissionais acompanhando sua alimentação e higiene básica, para evitar que coma besteiras ou deixe de escovar os dentes;
  • ele consegue se envolver mais com os colegas, fora da sala de aula, o que permite formar amizades ainda mais fortes;
  • ele não precisa ficar com parentes, babás ou sozinho no contra-período das aulas.

Com tantos aspectos positivos, você pode ficar tranquila. Enquanto está no serviço, a educação integral garante que seu filho seja muito bem cuidado e vivencie uma experiência de formação e aprendizado completa. Basta fazer uma escolha inteligente na hora da matrícula.

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