Entenda como o envolvimento dos pais influencia no desempenho dos alunos

Entenda como o envolvimento dos pais influencia no desempenho dos alunos

​As descobertas do Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (TERCE) sobre o envolvimento dos pais na vida dos estudantes são surpreendentes. Contextualizando, vale explicar que essa é uma pesquisa periódica promovida pela UNESCO que visa avaliar o desempenho dos alunos do ensino básico na América Latina e no Caribe.

Pouca gente imaginaria, por exemplo, que a supervisão do pai ou da mãe nos deveres de casa e a ajuda frequente com essas tarefas levariam a resultados negativos no aprendizado, certo? Acredite ou não, é justamente isso que os dados indicam. Mas então qual é a melhor forma de contribuir para o sucesso dos filhos na escola?

Pensando nas inúmeras dúvidas que certamente habitam a cabeça dos pais a respeito desse assunto, resolvemos trazer para o post de hoje as informações mais recentes sobre como o envolvimento da família influencia o aprendizado dos estudantes. Pronto para entender o que fazer e o que evitar para ajudar seu filho a ir longe? Então acompanhe!

Diálogo em primeiro lugar

Um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e divulgado pela revista Time mostrou que, muitas vezes, conversar com crianças e adolescentes sobre a escola surte mais efeitos positivos sobre seu desempenho do que, por exemplo, participar de absolutamente todos os eventos da instituição ou levá-los a museus e bibliotecas.

Isso não significa, claro, que essas outras atitudes devam ser simplesmente jogadas para o ar. Aliás, elas também são fundamentais para a valorização do aprendizado e da escola pelos alunos! Na verdade, a lição a ser tirada daí é que provavelmente essas iniciativas não vão ter tanto efeito se não houver nenhum diálogo entre pais e filhos sobre sua educação.

Segundo a pesquisa, conversar sobre a importância do ensino para o futuro dos estudantes é uma das melhores formas de aumentar seu engajamento nas atividades escolares. Relacione sua dedicação às oportunidades que terá no futuro, como a entrada em uma boa universidade, a participação em programas de intercâmbio, a conquista de empregos em empresas bacanas e assim por diante.

Além disso, vale ressaltar que a conversa mais eficaz é aquela que acontece em 2 vias, com os pais permitindo que o filho também fale, escutando-o sem qualquer tipo de repressão.

Acesso ao material escolar

Outro ponto importante destacado pelo TERCE diz respeito ao acesso dos alunos ao material de estudos. Usar o computador habitualmente fora da escola, por exemplo, foi considerado um fator positivo nos resultados em todas as matérias. Fazer anotações em um caderno ou bloco em aula também se mostrou uma prática benéfica. Além do mais, a disponibilidade dos livros didáticos fez toda a diferença!

Não que os estudantes precisem de todos os gadgets de última geração para tirar boas notas, mas, diante desses números, os pais certamente podem, além de oferecer os materiais necessários, incentivar os filhos a usá-los. Lembrando que gadget é uma gíria tecnológica que se refere a equipamentos pensados para atender a uma determinada função prática, como celulares e players de mp3. O segredo está em manter o diálogo sempre aberto, mostrando como eles próprios podem descobrir a maneira mais eficiente de empregar tais recursos, segundo seu perfil de aprendizagem.

Autonomia para o estudo em casa

Por falar em mostrar a seus filhos como descobrir a maneira mais produtiva de usar os materiais que têm disponíveis, esse também é um caminho interessante quando o assunto envolve as tarefas e a preparação para provas em casa.

De acordo com outros estudos sobre o papel dos pais na lição de casa, divulgados no panfleto The Impact of Parental Involvement on Children’s Education, do governo britânico, enquanto o envolvimento direto nos deveres pode ser prejudicial, um outro tipo de apoio, visando dar autonomia ao estudante, tem efeitos bastante positivos.

Não se trata de vigiar suas atividades ou oferecer ajuda direta para executá-las, mas sim de dizer às crianças e aos adolescentes o que é esperado deles: boas notas e dedicação. Mostre como eles podem lidar com os estudos por conta própria, seja consultando um dicionário, relendo o livro didático ou esclarecendo dúvidas com o professor.

Até mesmo no que diz respeito ao ambiente de estudo, as pesquisas indicam que cabe aos pais muito mais permitir que o aluno descubra quais são suas condições ideias para se concentrar do que tentar impor algum tipo de padrão.

Envolvimento desde cedo

Vale destacar ainda que a influência dos pais sobre o aprendizado dos filhos começa desde muito cedo. Sendo assim, se nos níveis mais avançados da vida escolar dos jovens, a autonomia é essencial, nos primeiros anos, por outro lado, um envolvimento mais próximo do pai e da mãe é muito importante. Afinal, é nesse período que os pequenos ainda estão se adaptando à escola e aprendendo a lidar com o mundo à sua volta.

O uso de brinquedos para auxiliar no desenvolvimento cognitivo e motor, além da leitura de histórias em voz alta e do estímulo à criatividade são algumas das atividades apontadas pelo documento do governo britânico de que falamos no tópico anterior como extremamente benéficas para a inteligência das crianças. Consequentemente, influenciam de forma positiva seu desempenho na escola.

Além disso, matriculá-los desde os 4 anos de idade na pré-escola também faz toda a diferença, de acordo com o TERCE. Segundo a pesquisa, os alunos que começaram sua educação formal entre os 4 e 6 anos tiveram desempenho significativamente maior do que os que não passaram por essa etapa da vida escolar.

Compartilhamento de expectativas

É preciso destacar que todas as 3 fontes citadas neste post chamaram a atenção para o efeito positivo das expectativas dos pais em relação ao nível escolar que os filhos conseguirão alcançar sobre suas notas e até seu percurso acadêmico. Isso também tem a ver, claro, com a questão do diálogo e da valorização da educação dentro de casa.

Pais que conversam com os filhos sobre as oportunidades que sua dedicação na escola podem render, demonstrando que acreditam que eles podem ir longe nesse caminho, incentivam os alunos a se dedicar mais e até contribuem para sua autoconfiança. Perca de vez o medo de dizer que seu filho pode, sim, ter sucesso na escola e na vida profissional e acadêmica! Compartilhe o que espera (e acredita), desde que deixando o jovem livre para trilhar seu próprio caminho.

E então, o que achou dessa síntese das principais descobertas a respeito da influência dos pais sobre o desempenho dos alunos? Compartilhe sua opinião conosco e aproveite para ler também nosso post sobre a importância da família para o sucesso dos estudantes!

 

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