Entenda como funciona a grade curricular americana no ensino bilíngue

Entenda como funciona a grade curricular americana no ensino bilíngue

Investir em ensino bilíngue para os filhos é uma excelente maneira de oferecer a eles a oportunidade de se desenvolver acima da média e de criar um diferencial pessoal desde o ensino básico. Essa afirmação é ainda mais verdadeira se você escolher uma escola de educação bilíngue, onde, além de ter aulas em inglês, as crianças também seguem a grade curricular americana.

Você sabe como é estruturada a grade curricular americana? Ela tem diferenças importantes em relação à brasileira. Descubra como ela é aplicada em escolas bilíngues!

Diferenças entre a grade curricular americana e brasileira

A primeira grande diferença é que, nos EUA, a grade curricular do ensino médio (em inglês, High School) não é fixa. Em vez disso, os alunos podem escolher as matérias que vão cursar. É claro que algumas matérias são obrigatórias, como é o caso de Inglês e História Americana.

A segunda diferença principal está nas matérias disponíveis. Além daquelas tradicionais — como Matemática, Física, Química ou Biologia —, os alunos também têm acesso a matérias bem mais diversificadas, como Direito Constitucional e Antropologia.

Uma matéria interessante que faz parte da grade curricular americana no Ensino Médio é Home Economics, que ensina aos alunos noções de como cuidar da casa e das finanças familiares.

Os alunos devem montar sua grade escolhendo, entre as matérias disponíveis, aquelas que se encaixam melhor nos seus objetivos acadêmicos e de carreira. Assim, quando ele termina o Ensino Médio, estará mais preparado para enfrentar a universidade ou o mercado de trabalho.

Vale a pena mencionar que, nos EUA, além das matérias que compõem a grade curricular, os alunos também podem participar de clubes, que são grupos de alunos reunidos por um interesse comum. Existem clubes de idiomas, esportes, arte, música e muitos outros. Esses acabam sendo espaços de sociabilização e também de aprendizado informal.

Diferenças entre o formato das aulas e do ensino nos EUA e no Brasil

Antes de mais nada, você precisa entender que o ensino nos EUA dá maior ênfase à vivência e à reflexão no aprendizado, o que produz reflexos em todos os aspectos da maneira como as aulas estão estruturadas. Embora as escolas americanas também precisem preparar os alunos para ingressar na universidade, esse não é o objetivo principal da educação básica.

Uma das diferenças entre as aulas nos EUA e no Brasil está no tamanho das turmas, que é menor nas escolas americanas. Em geral, nos EUA, uma turma não ultrapassa vinte alunos; no Brasil, elas podem ultrapassar 40 alunos.

O tamanho das turmas pode colaborar para outra diferença importante: as aulas nas escolas americanas são mais participativas. Os alunos não devem apenas ouvir o professor, mas colaborar para o debate, expondo suas opiniões sobre o assunto que está sendo ensinado.

Seguindo essa mesma linha de incentivar o engajamento do aluno no aprendizado, uma característica importante do ensino nos EUA é que os alunos são levados para fora da sala de aula, para aprender no mundo real.

E não são apenas atividades de campo curtas, como nas escolas brasileiras. Em uma escola americana, os alunos podem viajar até para outros países, sempre com foco em aprender algo que vai ajudá-los de verdade no futuro, como empreendedorismo ou sustentabilidade.

Outro ponto importante no qual o formato do ensino norte-americano se distingue do brasileiro é que as turmas não são necessariamente separadas por ano, mas por graus de dificuldade. São três níveis: College Prep (CP, o mais básico), Honors (intermediário) e Advanced Placement (AP, o mais alto).

Graças a esse modelo, dois alunos do mesmo ano, fazendo a mesma matéria, podem ser colocados em turmas diferentes, conforme seu nível de desenvolvimento. Dessa maneira, o aproveitamento dos conteúdos é maior do que em uma turma que reúne alunos de vários níveis diferentes.

Como a grade curricular americana é incorporada no ensino bilíngue

Até agora, você viu como funciona a grade curricular americana aplicada lá mesmo, nos EUA. Chegou a hora de entender como ela funciona quando é aplicada aqui, no Brasil, nas escolas de educação bilíngue.

Se uma escola bilíngue oferece aos alunos a grade curricular americana (não se esqueça de que nem todas as escolas bilíngues fazem isso), precisará equilibrá-la com a grade brasileira, seguindo a LDB e outras legislações sobre ensino. Do contrário, essa escola terá problemas com o MEC e não poderá emitir certificados de formação no ensino básico para os seus alunos.

É para dar conta das duas grades que os alunos em uma escola bilíngue têm aulas em período integral. Em um período, elas assistem às aulas obrigatórias da grade brasileira; no outro, desenvolvem as atividades da grade curricular americana.

Embora os alunos tenham uma carga mais pesada de atividades, o que pode parecer cansativo, passar um período maior na escola também tem suas vantagens.

Ele aprende a se relacionar melhor com as pessoas, a organizar seu tempo, a prestar atenção em suas necessidades pessoais (como alimentação e higiene). O aluno que estuda em período integral desenvolve maior autonomia e autoconfiança.

É importante destacar que as aulas da grade brasileira não precisam ser desenvolvidas em inglês e que nem todos os professores de uma escola bilíngue precisam ser estrangeiros ou falantes de inglês.

Apenas os professores da grade americana devem ser fluentes nesse idioma, podendo ser americanos nativos ou não, desde que tenham as qualificações necessárias para conduzir as aulas com qualidade.

Também vale a pena comentar que uma escola bilíngue que oferece a grade curricular americana deve emitir dupla certificação para os alunos ao final do Ensino Médio.

As escolas bilíngues estão se multiplicando no Brasil. Antes de matricular seu filho em uma, você precisa investigar se ela adota a grade curricular americana e descobrir como é feita a integração com a grade brasileira.

Peça esclarecimentos sobre a carga horária, as matérias que compõem a grade americana, o perfil dos professores que vão cuidar dessa parte do currículo. Não se esqueça, também, de observar se a escola tem a estrutura necessária para receber os alunos por mais de seis horas por dia.

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