Entenda a importância de um currículo escolar diferenciado na formação do aluno

Entenda a importância de um currículo escolar diferenciado na formação do aluno

 

Você por acaso reparou que, de algumas décadas para cá, aquilo que os estudantes aprendem no ensino básico vem sendo foco de cada vez mais discussões? Transformações de todo tipo vêm acontecendo nas escolas ao redor do mundo, abrangendo de experimentações com novas metodologias de ensino a diferentes formas de relacionamento com a comunidade escolar.

Questionando a eficácia dos métodos tradicionais no mundo de hoje, essas mudanças têm por objetivo enriquecer a formação dos nossos futuros cidadãos, conciliando-a com as demandas do mercado e individualizando o ensino. É simples: essa transformação assegura que todos adquiram conhecimentos básicos dos mais variados para continuar seu aprendizado e ter sucesso depois da escola.

Para ajudá-lo a entender essas novidades, vamos compartilhar no post de hoje um pouco mais sobre o que é o currículo escolar, como ele é elaborado e por que um currículo diferenciado pode fazer a diferença no futuro do seu filho. Continue lendo e fique por dentro!

O que é o currículo escolar?

Você por acaso já havia parado para pensar sobre como as escolas decidem o que será aprendido por seus alunos em cada etapa de sua formação? Pois o currículo escolar é, em linhas gerais, justamente isso: a distribuição dos conteúdos a serem estudados e das atividades a serem empreendidas pelos estudantes em todo o seu percurso pelo ensino básico.

Aliás, a própria palavra currículo, que vem do latim curriculum, significa basicamente caminho. Trata-se, portanto, da trajetória que deve ser percorrida por todo aluno do primeiro ano do ensino infantil ao terceiro do ensino médio. Isso inclui as matérias a serem ensinadas a cada ano, os tópicos que serão abordados em cada matéria, as competências que o estudante deve dominar ao final de cada etapa e muito mais.

Como ele é elaborado?

A Constituição de 1988 já prevê a adoção do currículo escolar por todas as instituições de ensino do país — pelo menos no nível fundamental. A medida visa garantir que todos os estudantes do Brasil tenham acesso a uma série de conteúdos fixos considerados mínimos para a formação básica.

Depois dela, o próximo passo aconteceu em 1996, quando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabeleceu uma série de Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que deveriam guiar a elaboração dos currículos das escolas no ensino fundamental e também no ensino médio. Mais tarde, em 2008, o Programa Currículo em Movimento incluiu parâmetros para o ensino infantil nas Lei de Diretrizes e Bases.

É claro que, em todos esses casos, a definição dos conteúdos a serem estudados passou por uma pesquisa intensa e de longa duração, com debate entre educadores e outros profissionais da área, sempre no intuito de garantir, cada vez mais, uma educação de qualidade para todos os estudantes do país.

Mais recentemente, em 2014, a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) colocou como meta a elaboração de uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para todo o Brasil. Sua intenção é a de elevar os padrões de ensino em todas as regiões, reduzindo a desigualdade no desempenho dos alunos em exames de cunho nacional — como o ENEM, por exemplo.

No caso específico da BNCC, sua elaboração vem contando com amplos debates e consultas à comunidade. Esse longo processo tem por objetivo democratizar o ensino no país e aumentar a participação de pais, professores e alunos de todas as regiões nas decisões envolvendo a educação.

Quais as vantagens de um currículo diferenciado?

Depois de conhecer um pouco mais sobre o processo de elaboração dos currículos escolares a nível governamental, vale ressaltar que as medidas unificadoras do Ministério da Educação (MEC) visam apenas garantir o ensino de conteúdos considerados essenciais nas escolas de todo o Brasil. Sendo assim, há ainda bastante espaço para que as instituições de ensino tragam inovações e conteúdos diferenciados a seus currículos, acrescentando características únicas aos parâmetros da BNCC.

Entre essas diferenças estão, por exemplo, o ensino bilíngue, a ênfase na artes, as matérias eletivas, a formação pluricultural, a educação complementar e assim por diante — cada uma com suas vantagens específicas, claro. Mesmo assim, podemos destacar pelo menos 3 benefícios que se aplicam a todas. Veja só:

Desenvolvimento cognitivo e psicológico

As atividades e os conteúdos de um currículo diferenciado tendem a contribuir muito para a inteligência cognitiva e até emocional dos estudantes, já que estimula capacidades que eles não usariam em outro contexto — nem no currículo tradicional. É o caso, por exemplo, do aprendizado de idiomas, da formação artística, teatral e musical, das atividades físicas, dos grupos de debate, entre outros.

Preparação para a vida profissional

Aprender os conteúdos tradicionais (como Geografia, Matemática, Química e Física) é o básico. No entanto, na hora de iniciar uma carreira, sabemos que o mercado exige muito mais habilidade e capacidade de aplicação do conhecimento do que essas matérias nos fornecem no ensino comum.

Em uma escola com currículo diferenciado, a intenção é promover uma formação mais completa que aquela contemplada pelo currículo tradicional. Dessa maneira, os estudantes podem adquirir, desde bem cedo, essas habilidades tão importantes que, mais tarde, serão exigidas — como desenvoltura para falar e escrever, flexibilidade, rapidez e pragmatismo na resolução de problemas e por aí vai.

Foco em interesses e talentos individuais

Finalmente, ao agregar conteúdos e atividades fora do padrão do aprendizado das crianças e adolescentes, o currículo diferenciado permite que os jovens descubram novas formas de se destacar e de explorar suas habilidades naturais, indo além dos limites impostos pela escola tradicional.

Além de motivar e engajar o aluno na escola, esse diferencial também contribui para aumentar sua autoconfiança, criar momentos de descontração e encontrar novas formas de se relacionar com a escola e os colegas, o que reflete positivamente no restante do aprendizado.

Dessa forma, é possível desenvolver não apenas habilidades cognitivas — como inteligência, capacidade de resolução de problemas e raciocínio lógico — como também não cognitivas — sociabilidade, cooperação, resiliência e curiosidade, entre outras —, tão essenciais quanto as primeiras no sucesso de qualquer pessoa.

Agora que você já sabe mais sobre o currículo escolar e a importância de ir além do básico para proporcionar uma formação mais completa para seu filho, não deixe de ler também o post em que falamos da diferença entre a escola bilíngue e o currículo internacional. Quem sabe esse não é o diferencial que você estava buscando para a escola das crianças?

 

Comentários

comentários