Educar para a vida: além das tradicionais salas de aula

Educar para a vida: além das tradicionais salas de aula

Já reparou como as relações vêm se tornando cada vez mais restritas aos ambientes digitais? Nesse cenário, as interações se tornam indiretas, superficiais e frias. Afinal de contas, a distância entre os interlocutores transmite uma falsa sensação de impessoalidade, por vezes acirrando o debate e o transformando em uma disputa nada saudável de opiniões simplesmente imutáveis. Pois é justamente nesse mundo que o papel de pais e professores se torna central, assumindo a função de educar não apenas por meio de conteúdos, mas propiciando lições em forma de vivências reais. Assim fica bem mais fácil aguçar o senso crítico e a autonomia dos estudantes, qualidades que devem sempre ser estimuladas.

Mas o que significa, de fato, educar para a vida? E como alcançar essa façanha no mundo atual? Pois para saber as respostas não só para essas, mas para tantas outras perguntas, acompanhe agora mesmo nosso post de hoje!

O porquê de se aprender algo

Não é nada raro ouvir os filhos se perguntando por que devem aprender esse ou aquele assunto, não é mesmo? Pois aproveite esses momentos para despertar seu senso crítico! Tudo bem surgirem dúvidas sobre a aplicação prática dos conteúdos apresentados, mas o ideal é que esses questionamentos levem os estudantes além. Sabia que uma das principais características do pensamento emancipado e ético é justamente a visão ampla acerca das questões? Por isso, a demonstração da aplicação de um conteúdo acaba sendo essencial para motivar os alunos nos estudos, principalmente das disciplinas em que eles têm menos afinidade.

Um aluno que não gosta de Filosofia, por exemplo, ficará satisfeito de saber que só foi possível para os portugueses se lançarem ao mar em busca de novos continentes porque Vasco da Gama acreditava que a Terra era redonda. Fazer esse tipo de link ilustra que o objeto de estudo da disciplina (ou seja, o pensamento) é que fornece o pano de fundo para as evoluções técnicas e tecnológicas necessárias para o desenvolvimento material e espiritual do homem. Na sua época de aluno, essa explicação não teria dado um empurrãozinho a mais nos estudos?

A tecnologia como grande aliada

Nas escolas mais tradicionais, ainda é comum que se crie uma relação de oposição entre a tecnologia e o aprendizado. Isso acontece porque os alunos estão sempre às voltas com seus smartphones, tablets e demais dispositivos tecnológicos, atrapalhando o bom andamento das aulas. Mas é justamente essa familiaridade com a tecnologia que coloca a internet e os dispositivos móveis como poderosos mecanismos a serviço da educação ética e transformadora.

Com a ajuda do enorme volume de conhecimento armazenado na web, tudo a apenas poucos cliques de distância, pode-se examinar uma mesma questão sob diferentes pontos de vista com facilidade e rapidez. E é exatamente essa diversidade de perspectivas que mais contribui para uma formação realmente emancipadora.

Nesse contexto, cabe à escola ter à disposição as ferramentas tecnológicas necessárias para proporcionar esse aprendizado moderno, assim como também deve incentivar seu uso (já que não é tão incomum vermos computadores subutilizados em muitas instituições de ensino). Os pais, por sua vez, devem evitar colocar a tecnologia em uma posição de inimiga do aprendizado, procurando entender que, na verdade, essas inovações são ótimas fontes de conhecimento.

O universo além da sala de aula

Entenda desde já que a educação para a vida é feita não só de quadros, cadernos, livros e carteiras. Exatamente por isso, é preciso que o espaço da escola vá além, refletindo o conhecimento. Deve-se efetivamente aplicar aquilo que é extraído das aulas expositivas, permitindo a vivência do aprendizado. Isso sem contar que tanto no ambiente da escola como no dia a dia do aluno existem inúmeras situações que podem facilmente ser levadas para dentro da sala, promovendo a discussão. Permitir a oposição saudável de opiniões e incentivar atitudes que fogem do lugar-comum de uma aula nos moldes tradicionais ajudam a construir a inteligência prática do aluno, criando indivíduos conscientes sobre sua atuação no mundo.

A positividade dos questionamentos

As pessoas não costumam reagir bem ao serem questionadas, certo? Mas dentro de um espaço saudável para a educação, seja o lar ou a escola, é preciso superar essa visão negativa. Afinal, questionamentos são justamente sintomas de uma consciência em formação. Assim, embora seja excessivo ou às vezes até vazio, o ato questionador, em si, não deve ser tolhido. Esse quesito é especialmente necessário, juntamente com a leitura, para o desenvolvimento da habilidade verbal da criança, que a acompanhará até a vida adulta.

Dominar uma técnica para prender a atenção de um interlocutor por meio da fala é útil para praticamente qualquer profissão. Pense bem: que profissional não se sairá melhor se tiver uma grande habilidade verbal? Tanto consultor de vendas como um profissional da área de marketing ou qualquer outro que, em algum momento, tiver que convencer apenas uma pessoa ou mesmo uma equipe inteira a respeito de determinada decisão ou apresentar resultados em um relatório terá uma melhor performance se desenvolver essa habilidade desde cedo.

Mas atenção: falar bem é também o reflexo de uma mente bem treinada e de um bom raciocínio, qualidades que acompanham o espírito crítico, a liberdade de pensamento e a autonomia. Está aí se perguntando sobre como propor um treinamento mais eficaz de mente e raciocínio a seu filho? Simples: pela leitura e a troca saudável de opiniões e argumentos.

Viu como a sala de aula pode ser um espaço muito mais edificante quando o ensino do conteúdo vem acompanhado das respectivas vivências? Assim é possível construir seres humanos mais justos, éticos e dotados de liberdade de pensamento e autonomia. Juntos, pais e professores podem despertar essa nova consciência nos estudantes desde os primeiros anos de vida, fazendo surgirem adultos conscientes de sua atuação no mundo profissional, mas também livres, críticos e autônomos.

Agora comente aqui e nos conte se tem alguma experiência de educação para a vida que gostaria de compartilhar conosco! Divida suas próprias vivências conosco e participe da conversa! Aproveite para curtir nossa página no Facebook e ficar de olho nas próximas publicações do blog!

 

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