Educação dos filhos: veja os 9 erros mais comuns dos pais

Educação dos filhos: veja os 9 erros mais comuns dos pais

Os pais sempre desejam o melhor para seus filhos, certo? Mas é justamente na ânsia de acertar que eles podem acabar negligenciando aspectos importantes para o desenvolvimento das crianças. Afinal de contas, boas intenções não são impeditivos para a tomada de decisões equivocadas. E essas verdades também se aplicam ao âmbito educacional, viu? Quer entender quais são os impactos de algumas atitudes dos pais na educação dos filhos? Então confira nosso post de hoje e se prepare para ter uma participação mais positiva em sua trajetória escolar!

Desconsiderar o perfil da criança na escolha pela escola

Não tem mistério: escolher uma boa escola é um passo muito importante para acertar na educação dos filhos. Mas de que adianta uma boa estrutura, reputação e qualidade se seu filho não se adapta à rotina da instituição? Por isso é que, muito além de optar pela top do mercado, escolher a melhor escola é também optar pela instituição certa para a criança. Para se certificar desse detalhe, converse com professores, coordenadores e pais que já tiveram experiência com a instituição, verificando assim se ela cumpre os requisitos necessários para atender às necessidades do seu filho.

Não dar explicações

Levando em consideração que fica muito mais fácil entender quaisquer regras depois de realmente compreendê-las, evite dizer não sem dar explicações à criança. Lembre-se de que ela precisa entender o motivo pelo qual não deve fazer algo, de forma a aprender sobre os perigos envolvidos e desenvolver um senso crítico mais apurado a respeito das próprias decisões.

Dizer uma coisa e fazer outra

Você não deve resumir a educação de seus filhos a palavras. Na verdade, é preciso dar bons exemplos. No fim das contas, as crianças aprendem mais observando do que apenas escutando. Nesse sentido, gritar com seu filho para que ele fale mais baixo é um ato paradoxal, por exemplo. Tenha em mente que as crianças são como uma esponja e, por isso, absorvem tudo o que os pais expressam em casa.

Não gerenciar o tempo

Pelo receio de deixarem as crianças desocupadas, muitos pais optam por preencher a rotina dos filhos com atividades diversas. Tudo bem que as crianças devem ter um bom convívio com esportes, novos idiomas e o mundo das artes, mas elas também precisam de tempo para viver a infância! Sabia que brincadeiras são essenciais para a formação do indivíduo na sociedade, por exemplo? Por isso, cuide para que seu filho tenha horários livres para brincar, cumprir os deveres da escola e ajudar com tarefas simples na casa. Crianças sobrecarregadas com atividades extracurriculares podem ter dificuldade de concentração, disciplina e motivação em sala de aula.

Preocupar somente com as notas

Acompanhar os resultados do seu filho pelo boletim é sim uma medida importante, mas é também insuficiente para mensurar o desenvolvimento integral da criança. Não se esqueça que as notas são apenas amostras parciais da performance do aluno! O ideal é conversar diariamente com seu filho sobre a escola, monitorando avanços diários. Faça parte de sua vida estudantil, dando conselhos, acompanhando a realização dos deveres de casa, participando de reuniões escolares, parabenizando pequenas conquistas e procurando entender notas baixas antes de dar advertências. Observe também o desenvolvimento da inteligência emocional do seu filho, diferencial que dificilmente será mensurado por boletins.

Não atribuir responsabilidades

Deixar o filho crescer pode ser uma tarefa bem difícil para muitos pais. Nesse cenário, com a intenção de manter as crianças protegidas, os adultos podem demorar a atribuir responsabilidades. Mas a verdade é que ensinar autoestima e atitudes responsáveis é uma tarefa que deve ser iniciada logo! Atitudes simples do dia a dia devem ser conduzidas de forma a desenvolver o respeito mútuo, a ética e a humildade. Lembre-se de que as crianças aprendem pelo exemplo e, portanto, as atitudes dos adultos terão reflexos imediatos em seu comportamento.

Um bom exemplo é o pedido de desculpas, muitas vezes assumido pelos pais quando a criança se nega a fazê-lo ou mesmo quando não sabe o que dizer depois de cometer um erro. As crianças precisam aprender que errar é humano, mas que nem por isso elas devem se eximir das responsabilidade surgidas com os próprios erros. Quanto elas têm suas dificuldades compreendidas e organizam resoluções amigáveis, tornam-se mais justas e honestas.

Tomar decisões sobre o futuro em seu nome

Uma pesquisa realizada pela Universidade Anhembi Morumbi mostrou que metade dos alunos escolhem uma profissão sem sequer conhecê-la. E uma grande parcela desse número é representado por crianças influenciadas pelos pais no momento de escolher uma carreira. Por desejarem um futuro maravilhoso e seguro para seus filhos, muitos pais acabam fazendo escolhas por eles, tomando assim atitudes superprotetoras. Mas essa atitude é extremamente prejudicial não só para o desempenho escolar, mas também para a relação entre criança e família.

Entenda desde já que seu papel como pai ou mãe é o de oferecer uma boa base educacional para seu filho, dando a ele o máximo de oportunidades possível, mas também permitindo que o jovem tenha e expresse os próprios sonhos. A lógica é simples: você cuida do amadurecimento do seu filho para que ele saiba tomar decisões sábias a respeito do próprio futuro!

Não oferecer as condições ideais

É bastante comum que pais acreditem que, pelo fato de seu filho ser inteligente e ter um bom suporte em casa, ele se sairá bem em qualquer escola — incluindo até aquelas que não têm uma boa metodologia ou a infraestrutura adequada. Mas não se engane: é preciso sim dar as condições adequadas para o desenvolvimento de qualquer talento! Então ofereça a melhor instituição de ensino que puder para a educação de seus filhos e acompanhe sua adaptação às práticas escolares.

Compensar o tempo perdido com permissividade

Você trabalha muito para assegurar o conforto de toda a família, o que acaba diminuindo o tempo de convivência entre todos? Nesse contexto, o tempo escasso costuma vir acompanhado de um constante sentimento de culpa que, por consequência, leva muitos pais a atitudes de compensação e permissividade. O problema é que ceder e relevar comportamentos preocupantes simplesmente para evitar conflitos deforma o senso de limites da criança.

Lembre-se: atitudes de compensação mostram à criança o quanto ela está no controle da situação e pode construir as próprias regras. E esse é um cenário bastante perigoso para sua formação cidadã. Por isso, procure reorganizar sua rotina de forma a conseguir estar 100% presente nos momentos de convivência com os filhos, sem medo de repreendê-los ou parabenizá-los quando necessário.

Além dos aspectos que já mencionamos, a ausência de diálogo é um dos fatores mais comuns para o desenvolvimento de relações conflituosas entre a criança e a família, culminando em um desempenho escolar insatisfatório. É preciso reforçar que a educação dos filhos não se restringe aos números representados no boletim. O desenvolvimento educacional também é construído no dia a dia, das situações mais triviais às mais complexas. Procure manter conversas francas com seu filho, desenvolvendo a empatia mútua e o ajudando a conduzir as próprias atitudes com sabedoria.

Para completar, é importante pensar em uma metodologia de ensino que se adapte aos anseios de uma geração que cresce cada vez mais próxima da tecnologia. Que tal aproveitar para entender as peculiaridades e possibilidades da educação voltada para a geração Z?

 

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