Como os pais podem ajudar a combater o bullying escolar?

Como os pais podem ajudar a combater o bullying escolar?

Por mais que o tema esteja bastante em alta, será que você sabe direitinho o que é o bullying escolar? Pois como sempre está em tempo de aprender, adiantamos que o bullying é a prática intencional de violência (seja ela física ou psicológica), realizada de forma repetitiva e sem motivos aparentes. Consegue imaginar o quanto essas agressões podem marcar crianças e jovens? Exatamente esse foi o alerta que fez com que o governo percebesse a necessidade de intervir, elaborando uma legislação específica sobre o assunto.

Sancionada pela Presidente Dilma Rousseff em novembro de 2015, a lei de número 13.185, que visa coibir as ações de intimidação sistemática, está em vigor desde o início deste ano em todo o território nacional. Entretanto, mesmo sendo mais facilmente identificada pelos educadores, que acompanham de perto o dia a dia dos alunos, a prática demanda o engajamento de toda a sociedade. E a ajuda dos pais, nesse contexto, é essencial. Quer saber como pode ajudar no processo de erradicação do bullying escolar? Então veja:

Demonstrando interesse na rotina

Você dificilmente conseguirá perceber que está acontecendo algo de errado com seu filho se não tem o costume de acompanhar sua vida escolar de pertinho, não concorda? Por isso, busque estar presente sempre que possível, seja nas reuniões com os educadores ou até mesmo em casa, acompanhado as lições. Assim, caso a rotina venha a se quebrar com uma ocorrência dessa gravidade, a abertura para a conversa estará sedimentada, bem como seu radar identificará mais facilmente a mudança.

Buscando o diálogo

Caso seu filho não se sinta à vontade para contar detalhes da sua vida escolar espontaneamente, inicie você uma conversa rotineira e, aos poucos, insira o assunto do bullying. Já pensou que, às vezes, seu filho pode sim estar sofrendo agressões físicas ou verbais, mas sequer tem ciência de que essa prática não deveria acontecer? É aí que os pais devem agir. Mas só é possível dar esse passo se você estiver envolvido no dia a dia da criança, prezando, acima de tudo, por um diálogo aberto e franco.

Descobrindo as origens do bullying

Originada da palavra inglesa bully (que em tradução livre corresponde a brigão ou valentão), o bullying se caracteriza pela existência de um agressor e de uma vítima, o agredido. A tarefa dos pais aqui é simples: identificar de onde parte a prática, afinal, pode ser que filho não seja a vítima. É claro que é difícil trabalhar com essa hipótese, mas é preciso encarar a possibilidade de seu filho ser, na verdade, a pessoa que intimida, enfrenta e briga. E determinar essa questão é fundamental, já que a abordagem para cada um dos lados envolvidos deve ser diferente. Então comece a notar os comportamentos do seu filho e garanta uma orientação adequada, seja qual for a realidade.

Ensinando a reciprocidade

A reciprocidade é a chave para a solução. Comece a questionar alguns atos das crianças e dos jovens, como por que fazer maldades com os colegas, se eles sempre o tratam bem e são cordiais? Você gostaria que alguém o insultasse e o perturbasse constantemente, sem o menor motivo? Você acharia legal se fizessem o mesmo com você? Essa alternativa é eficaz para que as crianças comecem a pensar melhor sobre o assunto, percebendo que não existe a menor graça em tirar sarro ou machucar os colegas.

Exigindo um posicionamento da escola

Ao constatar que seu filho está de fato envolvido no bullying, sendo a vítima da situação, converse imediatamente com os profissionais da instituição educacional e se certifique de que a escola tomará alguma medida para lidar com o ocorrido. O recomendado, nesse caso, é elaborar uma estratégia englobando todos os responsáveis pela prática, incluindo aí a vítima, o agressor e os demais estudantes da turma. Tal medida acaba inibindo a repetição das ações repudiadas, além de possibilitar a conscientização sobre o tema.

Conversando com os outros pais

De nada adianta dialogar com seu filho, orientando-o sobre o tema, se os demais pais não têm a mesma preocupação. Afinal, como já dissemos aqui, o engajamento de todos é fundamental para eliminar o bullying escolar. Com isso em mente, perca de vez o receio de conversar com os outros pais envolvidos, abordando a importância de dialogar sobre o assunto em casa. E não é que uma andorinha só não faz mesmo verão?

Solicitando ajuda de um profissional da saúde

Não hesite em recorrer a psicólogos ou até psiquiatras para tratar especialmente de jovens que apresentem comportamentos mais agressivos. Esses profissionais certamente minimizarão os danos e ajudarão seu filho a lidar com essa característica que talvez possa estar ligada a algum trauma da infância ou a um receio inerente ao próprio indivíduo. E essa dica também é válida para os alunos que sofrem o bullying, viu? Abalados psicologicamente pelas agressões físicas e mentais sofridas, muitos estudantes desenvolvem problemas neurológicos severos. Nada de esperar chegar em um ponto insustentável para buscar ajuda externa, combinado?

Escolhendo métodos assertivos

Essa é uma característica essencial para eliminar as agressões no âmbito escolar. Juntos, pais e educadores precisam mostrar às crianças formas positivas e coerentes de lidar com frustrações, apresentando alternativas sadias para os pequenos extrapolarem as emoções. Vale matricular o filho em aulas de yoga, teatro, esportes, dança ou o que preferir. O importante é que ele consiga expor os sentimentos de uma maneira saudável.

Monitorando de perto o uso da internet

O bullying escolar já ultrapassou o ambiente físico, atingindo também a esfera virtual. E essa prática se tornou tão recorrente que até surgiu um nome exclusivo para denominá-la: ciberbullying. Nesse contexto, apelidos maldosos e brincadeiras inadequadas se proliferam muito rapidamente, gerando um quadro ainda mais grave de agressões. Por isso, os pais precisam ficar atentos ao uso da internet em casa, monitorando com frequência o que vem sendo feito pelos filhos via aparatos tecnológicos.

Promovendo o respeito

Querendo ou não, as ações e opiniões transmitidas em casa muitas vezes são absorvidas pelas crianças. Assim, com o decorrer do tempo, acabam verbalizando por si mesmas as opiniões dos pais, como respaldo para seu comportamento. Por isso, faça questão de demonstrar desde cedo ideias mais abertas, ressaltando sempre a importância do respeito. Ensine a seu filho que cada indivíduo tem suas particularidades e ninguém é igual a ninguém, explicando que não é preciso concordar, mas é obrigatório respeitar os amiguinhos, independentemente de seu posicionamento sobre determinado assunto. Muito provavelmente, essa postura evitará ao menos alguns problemas no futuro.

Prejudicando inclusive o processo de aprendizado, o bullying escolar jamais deve ser confundido com uma simples brincadeira de mau gosto. Pontapés, insultos, implicâncias, empurrões e mentiras que visam denegrir e humilhar os estudantes, por exemplo, não podem ser tolerados em nenhuma hipótese. Para isso, é fundamental promover a união dos pais com os educadores, todos lutando em prol de um objetivo: a eliminação do bullying.

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