Como funciona a educação bilíngue?

Como funciona a educação bilíngue?

 

Antes diferencial, hoje essencial: o domínio de uma segunda língua passou a ser quase pré-requisito para conquistar cargos de destaque. Não à toa, atualmente são inúmeras as opções de escolas especializadas em outros idiomas. Nesse contexto e segundo especialistas, o ideal é investir na educação bilíngue, que apresenta a mesma grade curricular das escolas brasileiras, porém na comunicação estrangeira.

Mas como se trata de um modelo relativamente novo no país, a educação bilíngue – Bilingual Education, ainda levanta alguns questionamentos. Como funciona? Para quem é recomendada? Quais as principais características? Quais as vantagens? Quando começar? Para responder a todas as dúvidas pertinentes a esse modelo diferenciado, elaboramos um post exclusivo sobre a educação bilíngue no Brasil. Confira:

Mas o que é uma escola bilíngue?

Antes de mais nada, não confunda escola internacional com escola bilíngue. Enquanto a primeira utiliza como base o currículo e a proposta pedagógica de outro país, modificando o modo de aprender da criança, a escola bilíngue usa exclusivamente o currículo brasileiro, inserindo conteúdos e carga horária estendida e, em alguns casos equivalente.

Como não existe uma regulamentação do ensino bilíngue, é normal ainda perceber diferenças significativas nos sistemas de cada instituição. Essas instituições visam ensinar por meio das línguas, ou seja, aulas das mais diversas disciplinas são ministradas na língua-alvo e também na língua materna.

Importante: Não envolve o idioma em si mas sim a cultura e ambientação. A língua é o objetivo por meio da proposta pedagógica. Idioma é objeto do ensino, língua representa comunicação. Assim, ao optar por uma escola nesses moldes, verifique todos os detalhes (como estrutura, equipe, proposta pedagógica e valores), pois uma educação completa não é baseada apenas no idioma.

Qual a idade ideal para começar?

Quanto mais cedo, melhor. Porém, a verdade é que não existe uma idade específica para se iniciar os estudos em uma escola bilíngue. Como, desde o nascimento, o cérebro está programado para aprender atividades básicas, interagir com uma segunda língua ainda criança definitivamente facilita o processo de aprendizado. Mas alunos de todas as idades também podem se matricular, levando em conta, nesse caso, que o processo de adaptação pode ser um pouco mais demorado.

O consenso entre especialistas é que a infância é o momento ideal para apostar nesse tipo de educação, lembrando que a aprendizagem depende do ambiente em que se vive.

Qual é a metodologia adotada?

Aprender na língua nativa já é uma tarefa um pouco complicada, certo? Imagine, então, em outros idiomas! Pois para facilitar o processo, os professores dessas instituições fazem uso de alternativas diferenciadas (como jogos, músicas, sites, filmes e livros). A memorização, por meio da velha conhecida decoreba, não é indicada. Assim, recursos extras são estratégias que ajudam no aprendizado real do conteúdo. Em relação ao processo de alfabetização, existem duas vertentes possíveis: a alfabetização tradicional e o bi letramento, ou seja, a alfabetização nas duas línguas.  

Quais os principais diferenciais?

Além de se aprender naturalmente uma língua estrangeira, a educação bilíngue proporciona vários benéficos, sendo que os principais são:

Maior capacidade de concentração e organização;​

Melhor desenvolvimento de habilidades cognitivas relacionadas à escrita, à fala e à leitura;

Domínio de pelo menos uma língua estrangeira;

Prevenção de doenças degenerativas (como o Alzheimer);

Todos falam outra língua na escola?

Por mais que a maioria dos docentes, além de alguns funcionários, seja bilíngue, isso não é regra. Apenas os professores da língua estrangeira precisam falar um segundo idioma.Pois alguns pais podem estar se perguntando: mas os professores não são estrangeiros? 

Não necessariamente. É claro que as instituições bilíngues dão prioridade para estrangeiros com formação acadêmica na área de Educação, mas brasileiros com competência acadêmica e linguística também são contratados.

Como é o ambiente e a carga horária?

Não se assuste ao encontrar pelos corredores desses colégios cartazes, folhetos e trabalhos em várias línguas. Como o intuito é inserir o aluno no universo daquele idioma, nada mais natural que utilizar os recursos comunicacionais como forma para incentivar os estudantes, envolvendo-os ao máximo na cultura da língua estudada.

No que se refere à carga horária, as escolas adeptas da educação bilíngue precisam seguir as Leis de Diretrizes e Bases da Educação, as normas do MEC e dos conselhos estaduais de educação, porém é obrigatório manter as bases estabelecidas pelo MEC, por exemplo: As determinações sobre carga horária mínima e quantidade de dias letivos do ensino regular devem ser obedecidas. Normalmente, para conseguir administrar tanto o conteúdo em português como o da segunda língua, as escolas bilíngues adotam períodos integrais ou parcialmente integrais.

Como motivar o aluno em casa?

Se no ambiente familiar alguém fala fluentemente a língua que o aluno está aprendendo, tentar estabelecer diálogos é uma ótima oportunidade para a criança dar continuidade ao aprendizado e à prática do novo idioma. Mas a interação deve ser natural! Então nada de forçar a barra ou exigir que a comunicação seja somente na língua estrangeira. Quando a criança se sentir à vontade, ele próprio iniciará a conversa.

Como o ensino não deve se limitar à escola, a criança também pode estabelecer contato com estrangeiros via internet ou por meio de programas específicos de pessoas que visam aprender um novo idioma. Nesse caso, recomenda-se a supervisão de um adulto. Criar o hábito de assistir a programas de televisão, filmes, séries e desenhos de outros países, sem dublagem, também é considerado um exercício eficaz, além de divertido.

Qual será o idioma dominante?

Não existe uma resposta precisa para essa questão, pois ela depende da realidade de cada indivíduo. O idioma dominante provavelmente será aquele que o estudante utilizará com mais frequência. Entretanto, se o aluno tem o hábito de se comunicar em várias línguas, possivelmente, a língua materna se sobressairá. Um dos objetivos da Educação Bilíngue é a comunicação competente na segunda língua. 

Atualmente, a ideia de inserir uma nova língua na vida das crianças se tornou um atrativo e tanto para os pais, que visam oferecer uma ensino de qualidade para os filhos desde a infância. Além das questões óbvias, dominar uma outra língua também reflete em aspectos singulares de cada indivíduo, possibilitando o desenvolvimento de jovens mais tolerantes e sociáveis. Por isso, a educação bilíngue tem rompido barreiras e conquistado, cada vez mais, a atenção no universo acadêmico.

Agora nos conte: nosso post esclareceu todos os seus questionamentos sobre o assunto? Comente aqui contando o que acha desse método de ensino!

 

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