Como a metodologia ativa ajuda o aluno a passar no vestibular?

Como a metodologia ativa ajuda o aluno a passar no vestibular?

A fase de vestibulares é uma das mais importantes — e estressantes — na vida de um adolescente. Uma maratona que inclui absorver com profundidade conteúdos complexos e ter o equilíbrio para lidar com provas extensas e cansativas. Sabendo disso, cada vez mais a metodologia ativa integra o projeto pedagógico do ensino médio. Seu objetivo é ampliar o desempenho dos alunos, ao mesmo tempo em que acompanha as mudanças comportamentais e tecnológicas que estamos vivendo.

Neste post vamos explicar a você o que há de inovador nesse modelo de ensino e como a metodologia ativa pode fazer diferença para o estudante na hora do vestibular. Confira!

Metodologia ativa: o ensino que “provoca” o aluno

Aprender por meio da prática e utilizar a tecnologia a fim de encontrar um sentido real para o que está sendo estudado estão entre os princípios da aprendizagem ativa.

Uma escola precisa provocar o aluno a se envolver com o projeto da construção do próprio conhecimento. Para tanto, ele deve ser incentivado a vencer desafios, debater ideias, desenvolver argumentação e chegar à aula com perguntas e respostas.

Não faz mais sentido uma escola que mantenha o aluno numa posição de ouvinte, com aulas expositivas e provas com objetivo classificatório e pouco, ou nenhum, contato com a prática.

Esse modelo de aprendizagem expandiu-se na década de 1960, no Canadá. Inicialmente destinava-se à Medicina, mas hoje pode ser aplicado às mais diversas áreas do conhecimento e não se restringe ao ensino superior.

E a nosso favor a tecnologia, amplamente dominada pelos jovens. Mergulhados no mundo dos smartphones, tablets e PCs, eles têm o conhecimento na ponta dos dedos. Assim, a aprendizagem ativa chega num momento em que a educação precisa se reinventar e permitir que o aluno seja agente na produção do seu conhecimento.

O que muda na rotina de aprendizagem

As mudanças começam na relação aluno-professor. Se nos modelos tradicionais o docente tinha a posição de detentor do conhecimento e o papel de transmissor de informações, na metodologia ativa ele se torna um mediador e tutor dos seus alunos.

Para tanto, o professor vai se utilizar de diversas técnicas e ferramentas, incluindo as plataformas digitais, para possibilitar aos alunos a interação com os conteúdos propostos e a geração de feedbacks de ambos os lados.

Quando uma escola, ou professor, assume a utilização da aprendizagem ativa, deseja que os alunos se tornem protagonistas em sala de aula. Os estudantes serão orientados a desenvolver sua autonomia e aprenderão a aprender, pois sempre terão de apresentar algo novo e gradativamente mais complexo.

Com isso, o processo de avaliação ressurge como uma contínua forma de colaboração para o real aprendizado. Os alunos não vão mais estudar com único o objetivo de “ir bem na prova”, pois todas as etapas passam a ter um valor importante. E os feedbacks permitem que tanto aluno quanto professor reconheçam o que está dando certo e o que necessita de maior atenção para gerar resultados positivos.

Resumidamente, veja quatro exemplos de metodologias ativas adotadas por grandes universidades norte-americanas, como Harvard, e em países onde a educação tem índices enormes de qualidade, como a Finlândia e Holanda:

  1. Ensino híbrido ou blended learning: nesse sistema, o programa de aula se divide em atividades a distância e presenciais, por meio de plataformas de e-learning. Ali, o aluno desenvolve tarefas e realiza produções para apreciação do professor. Na sala de aula, acontecem atividades interativas que completam o estudo online. A avaliação é resultado de uma compilação das diferentes tarefas produzidas ao longo do curso.

  2. Flipped classroomem português, é a sala de aula invertida. Nessa proposta os alunos preparam-se antecipadamente para as aulas por meio de um ambiente virtual. Presencialmente acontecem dinâmicas dirigidas pelo professor-mediador, as quais podem incluir todos os ambientes da escola, conforme o foco da disciplina.

  3. Aprendizagem baseada em problemas: esse sistema vem de Problem Based Learning (PBL). Visa à resolução de problemas e desafios de maneira colaborativa, cuja organização acontece em etapas de diferentes complexidades. Para encontrar uma solução, os alunos precisam realizar pesquisas, construir hipóteses, buscar recursos e verificar acertos e erros, até chegarem a uma conclusão. O resultado concreto pode ser apresentado em forma de protótipo, projeto-piloto, material audiovisual, entre outros.

  4. Gamificação: com base nos desafios dos videogames e jogos eletrônicos, os alunos são motivados a resolver problemas do mundo real. Por meio de aplicativos e ambientes virtuais, os alunos interagem com os conteúdos propostos e recebem diferentes recompensas pelo avanço em cada nível de aprendizado. A gamificação também acontece “analogicamente”, quando o professor propõe em sala de aula atividades com estratégias parecidas às de um jogo de videogame para atingir um resultado.

Como isso afeta a performance do aluno

A substituição do método tradicional de ensino pela aprendizagem ativa resulta em um aumento comprovado da performance dos estudantes.

De acordo com pesquisa do National Training Laboratories (Washington, EUA), os alunos chegam a reter até 90% dos conteúdos quando são expostos à prática, e 70% ao escreverem ou opinarem verbalmente em grupos de discussão. Por sua vez, ao assistirem a uma palestra, por exemplo, a absorção não ultrapassa 20%. Lendo artigos em revistas ou livros, essa porcentagem cai para 10%.

Além do aumento significativo no índice de aprendizagem, as metodologias ativas também proporcionam outros benefícios que refletem não apenas no desempenho nos vestibulares, como também no futuro dos estudantes no mercado de trabalho. Por exemplo:

  • crescimento das habilidades de comunicação verbal, escrita e interpretação de conteúdos:

  • melhor desempenho em atividades de equipe e respeito às diferentes opiniões;

  • aprofundamento na investigação para a construção de argumentos e defesa de ideias;

  • autonomia para aprender por conta própria;

  • responsabilidade no cumprimento de tarefas e prazos;

  • desenvolvimento da proatividade e do empreendedorismo, características benquistas pelo mercado atual.

Como fica o vestibular

Embora não seja possível distanciar-se dos conteúdos programáticos exigidos nos vestibulares, com as metodologias ativas os estudantes não se restringem à repetição de conteúdos a fim de decorar fórmulas e conceitos.

Tanto que escolas com ensino médio de alta performance e cursinhos pré-vestibulares estão destinando parte do tempo de aula para incentivar debates, realizar projetos e desenvolver eixos temáticos, embasados em formatos de aprendizagem ativa.

Como resultado, os alunos, de fato, compreendem a matéria estudada e não se limitam apenas a desdobrar-se em adquirir macetes para responder ao exame. Além disso, a melhor retenção dos conteúdos e o desenvolvimento de diversas habilidades cognitivas e sociais contribuem para maior equilíbrio, tranquilidade e velocidade no momento de encarar o vestibular.

Você deve estar refletindo como o aprendizado de muitas gerações poderia ter sido mais eficiente e prazeroso, se a metodologia ativa estivesse presente desde sempre. Felizmente, os educadores perceberam que nenhum aluno aprende do mesmo jeito. E neste momento de tantas transformações tecnológicas e comportamentais, essa nova forma de ensinar pode fazer a diferença para importantes ganhos acadêmicos, começando pela aprovação em vestibulares concorridos.

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