Bullying escolar: 10 sinais de que seu filho pode ser uma vítima

Bullying escolar: 10 sinais de que seu filho pode ser uma vítima

Bullying é definido por formas de violência físicas ou psicológicas constantes feitas por um ou mais agressores à sua vítima. O termo vem do inglês “bully”, que significa valentão. Infelizmente, uma das formas mais comuns de agressão ocorre no ambiente de ensino: é o chamado bullying escolar.

Sejam formas mais iniciais como apelidos e brincadeiras maldosas chegando até a casos mais sérios como xingamentos e empurrões, é preciso estar atento. Nenhuma criança ou jovem deve ser expostos a esses tipos de ataques. E os pais e demais adultos precisam mostrar que estão prontos para ajudar.

Entenda melhor sobre o bullying e veja se seu filho está sendo uma vítima na escola. 

O que leva a vítima ao silêncio?

É possível que a criança tenha brigas ou discussões na escola. Sendo situações isoladas não é caracterizado por bullying. Apenas se o caso for repetitivo e estiver ocasionando medo, insegurança, tristeza e falta de vontade de retornar para o ambiente onde sofre o ataque é que pode ser considerado. 

Em geral o alvo da agressão costuma ficar calado. Isso ocorre por receio de parecer covarde ou dependente dos pais e professores. Também pode acontecer por ameaças dos agressores. Com isso, as crianças ficam amedrontadas com a possibilidade de que o caso piore.

Há casos em que a criança tema ser considerada frágil pela família. Quando há sintomas de baixa autoestima, o agredido pode sentir que merece receber os apelidos mal-intencionados. Com isso, a violência acaba não sendo comunicada a um adulto.

Quais são os sintomas do bullying na escola?

Como a maior parte das crianças e jovens que sofrem bullying não fala sobre a situação, é imprescindível que os responsáveis estejam atentos aos sinais da agressão, sejam insultos ou brigas. Algumas características são:

1. Desinteresse pela escola

Um dos primeiros sintomas externos é a falta de interesse escolar. A criança passa a fazer birras para ficar em casa. Ela apresenta, também, medo do ambiente de ensino e não deseja ir sozinha para a escola. Talvez ela diga que não gosta do professor ou não entende a matéria. Porém, isso pode ocorrer porque sabe que encontrará seus agressores e tenta ao máximo evitar esse confronto.

2. Machucados e hematomas constantes

Aparecer com um joelho machucado é algo comum, pois as crianças são muito ativas e pouco cuidadosas. Porém, se o fato acontece com frequência, os pais devem avaliar o motivo. Não é normal que a criança apareça todos os dias com algum ferimento, arranhão, corte ou hematoma novos. Além disso, muitas vezes as explicações não são convincentes e aí a atenção deve ser redobrada.

3. Isolamento dos amigos

A vítima começa a ficar isolada dos colegas que sempre gostava de brincar. Ela evita praticar suas atividades extracurriculares, ou mesmo sair de casa, e sempre apresenta um motivo para estar perto dos adultos. Isso ocorre devido à segurança que os pais ou professores passam. A criança sabe que perto dos mais velhos, seus agressores evitarão implicar.

4. Material escolar e uniforme deteriorados

Se seu filho perde constantemente objetos escolares, chega com os cadernos e livros estragados e o uniforme rasgado, isso é um sinal de alerta. Ele pode estar sofrendo extorsão e tendo seu material furtado. Além disso, a roupa com rasgos indica que houve uma briga no caminho ou, no mínimo, alguma queda. Ou seja, pode ser um acidente, mas também pode ser alguma agressão física que seu filho sofreu.

5. Tristeza e choro sem motivo aparente

Se a criança sempre foi animada, mas passa a chorar e ficar triste pelos cantos sem razão, algo está acontecendo. Em casos de perda de familiares, transição escolar,  mudanças de cidade ou de ambiente cotidiano, é comum haver um período de adaptação. Porém, se tudo está normal na rotina da família e mesmo assim seu filho apresenta esse quadro, esteja atento.

6. Baixa autoestima

A vítima do bullying passa a apresentar falta de autoconfiança. Ela não se valoriza e passa a dizer frequentemente que não é inteligente, que é fraca e incapaz. Ela não consegue confiar em suas próprias habilidades para resolver seus problemas. Isso ocorre porque ela não se vê como forte o suficiente para evitar os valentões. Logo, pensa que esse fato será refletido em todas as outras áreas de sua vida.   

7. Irritabilidade e agressividade

Ter ataques de impulsividade, agressividade e raiva é algo preocupante. Em especial se a criança sempre se mostrou calma e tranquila. Casos em que ela bate em si mesma, nos irmãos ou pais e atira objetos podem indicar um alto nível de estresse. Se a criança precisa externar de forma hostil o que está sentindo, significa que está guardando uma carga muito pesada de sentimentos reprimidos.

8. Dores de cabeça ou de barriga constantes.

Apresentar dores de cabeça ou de barriga com frequência indica que algo não está bem com seu filho. Isso pode ser devido a um fator fisiológico ou psicológico. Em todos os casos, a primeira medida é levá-lo ao médico e, se tudo estiver normal com o organismo, é hora de prestar atenção ao emocional da criança.

9. Apetite anormal

Todos os extremos são prejudiciais. Caso seu filho apresente fome muito intensa depois de voltar da escola, isso pode indicar que ele teve seu lanche ou dinheiro para a refeição roubado. E em casos de apresentar falta de apetite, indica que algo está preocupando e entristecendo o pequeno.

10. Queda no desempenho escolar

Devido ao medo de retornar à escola, a criança acaba faltando a muitas aulas. Além disso, ela pode ficar distraída ou inquieta durante a explicação do professor. Isso será refletido em suas notas, no cuidado com a letra no caderno e no desempenho na escola em geral.

Determinados sinais da lista podem ocorrer em situações isoladas. Uma hora ou outra seu filho pode ter dor de cabeça ou estar irritado. Porém, a criança que apresenta mais de 50% dos sintomas relatados, deve ser avaliada com atenção. Verifique sempre o estado físico da criança, integridade de seu uniforme e de seus materiais escolares

O que fazer caso seja constatado bullying escolar?

Ao perceber que seu filho pode estar sendo vítima de bullying escolar, tome a frente da situação. Converse sempre com a criança e estimule para que ela se abra sem julgar ou apontar erros. Caso confirme o bullying, vá até a instituição de ensino e converse com a coordenação.

Não deixe também de conversar com os professores, porque eles vão relatar o comportamento da criança em sala de aula. Além disso, comunicando os docentes do ocorrido, eles podem estar mais atentos e então conversar com toda a turma para evitar as agressões.

Em alguns casos, pode ser necessário o acompanhamento de um terapeuta. Não há problema algum em pedir ajuda especializada. O importante é garantir que seu filho consiga superar essas adversidades e evitar problemas futuros em seu desenvolvimento emocional.

E se seu filho pratica bullying?

Há situações em que a criança é aquela que pratica o bullying. Isso ocorre por um desejo de aparentar poder, domínio e criar uma imagem de que é mais forte do que os colegas.

Ao constatar isso, é importante conversar com seu filho e conscientizá-lo que a atitude é grave. Os pais devem entrar em parceria com a escola e terapeutas para entender porque a criança age dessa forma e orientá-la para que isso não ocorra mais.

Possíveis motivos que levam a criança a agir como bully:

  • não consegue lidar com sua raiva;
  • não consegue resolver seus problemas com diálogo;
  • não tem uma visão positiva de si mesma;
  • tem necessidade de sentir que é superior;
  • tem necessidade de sentir que é mais forte.

Se detectar que seu filho é vítima ou agressor em casos de bullying escolar, mostre a criança que ela pode contar com você. Explique que essa atitude não deve ser tolerada e procure ajuda da instituição de ensino e de profissionais qualificados para resolver a questão. Lembre-se de que pais e escolas devem tralhar em conjunto para oferecer a melhor formação para os jovens. 

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