7 dicas para trabalhar a paciência e controlar a ansiedade nas crianças

7 dicas para trabalhar a paciência e controlar a ansiedade nas crianças

A ansiedade é um dos problemas que mais levam os adultos ao divã do terapeuta atualmente. Afinal, nem sempre é fácil conciliar as exigências da vida moderna com o estresse advindo de conflitos familiares e dificuldades no trabalho. Isso sem falar da preocupação constante com as notícias da situação econômica e política no Brasil e no mundo, não é mesmo?

E não é porque as crianças geralmente não assistem aos telejornais que estão a salvo dos transtornos gerados pela ansiedade, sabia? Com causas diversas, o problema pode acometê-las em qualquer idade, cabendo aos pais e familiares dar o suporte necessário para que lidem adequadamente com a questão. Pronto para ensinar seu filho a ser mais tranquilo e paciente?

No post de hoje, compartilhamos tudo o que você precisa saber sobre a ansiedade nas crianças e como contribuir para que toda a família consiga controlar o problema com paciência e tolerância! Vamos ver?

Conheça os sintomas da ansiedade infantil

Antes de qualquer coisa, vale destacar que a ansiedade é, muitas vezes, uma reação totalmente normal do nosso corpo. Trata-se de um mecanismo de defesa para enfrentar situações de perigo. O problema é quando o estresse vem em excesso, fugindo do controle e aparecendo mesmo quando não há nenhum risco iminente. Quando isso acontece, a ansiedade se transforma em transtorno, afetando negativamente a vida da criança e das pessoas com quem ela convive.

Nesses casos, entre os principais sintomas apresentados pelos pequenos podem estar:

  • Irritabilidade e/ou agressividade excessiva e frequente;
  • Insônia e pesadelos, com sono durante o dia devido às noites mal-dormidas;
  • Preocupação constante — que pode ser com a escola, a segurança dos membros da família, a saúde ou o futuro, de maneira geral;
  • Impaciência, que pode levar a ataques de birra, por exemplo;
  • Dificuldade de concentração.

Apoie em vez de julgar ou reprimir

Se seu filho demonstrar algum sinal de que está sofrendo de transtorno de ansiedade, o primeiro passo para ajudá-lo a lidar com a questão é manter as portas do seu relacionamento com ele bem abertas. Assim, nada de ridicularizar suas preocupações, aumentar a cobrança em relação à escola ou punir a criança pela dificuldade de concentração.

Tratamentos de choque para lidar com o medo também não são recomendados. Até mesmo a demonstração exagerada de preocupação por parte dos pais pode levar a criança a se fechar. No lugar disso, portanto, é importante que os pais se mantenham tranquilos e ajam de modo a mostrar ao filho que há um espaço seguro no relacionamento para que ele expresse suas angústias e aprenda, por meio do diálogo com os adultos, a lidar com elas.

Pesquise os motivos por trás da ansiedade

Não é incomum que a ansiedade infantil seja uma reação a situações temporárias de estresse — como a chegada de um novo irmãozinho, a separação dos pais, a perda de um ente querido ou a mudança de cidade ou escola. Nesses casos, fica mais fácil para os pais direcionar esforços, mostrando ao filho como enfrentar aquele desafio específico, sempre por meio de incentivos que estimulem a autoconfiança da criança.

Problemas um pouco mais complexos e que, por isso, podem requerer mais cuidado por parte dos adultos são o bullying escolar, situações de abuso e violência no entorno da criança, além da ansiedade dos próprios pais. Todas essas ocorrências devem ser abordadas por meio da busca de informações e, se necessário, do apoio de um profissional.

Treine a paciência com pequenas esperas

É essencial buscar descobrir as razões por trás da ansiedade do seu filho. Contudo, independentemente disso, também é possível exercitar sua paciência para ajudá-lo a ficar mais tranquilo em situações de nervosismo ou apenas de espera. Afinal, essas habilidades serão essenciais em sua vida adulta.

Dessa forma, mostre ao pequeno como ele pode se distrair com uma revista, um livro ou um brinquedo na sala de espera do médico, por exemplo. Frise a necessidade de aguardar com calma para que a comida fique pronta e também o ensine a esperar sua vez para falar e ser ouvido. Esse é um aprendizado lento, mas que deve começar desde cedo!

Dê o exemplo e cumpra com suas promessas

Quem é pai ou mãe sabe bem como os filhos tendem a imitar o comportamento dos adultos, mesmo sem saber exatamente o que aquela reação quer dizer. Por vezes, a cópia é tão exata que chega a ser cômica! Diante disso, fica claro que uma das melhores maneiras de ensinar uma criança a ser paciente é demonstrando paciência e tolerância da sua parte.

Isso implica, por exemplo, não ter uma reação exagerada quando o filho se atrasa, assim como mostrar que a espera vale a pena ao cumprir com a promessa de ouvi-lo ou brincar com ele depois de terminar o que estava fazendo no momento em que pediu sua atenção. Simples, não?

Respeite as limitações da criança

Essa dica é talvez uma das mais difíceis de serem seguidas pelos pais, já que eles geralmente também têm que lidar com a própria ansiedade no momento em que a criança faz uma birra ou não entende por que precisa esperar pelos convidados para partir o bolo de aniversário, por exemplo. Além de requerer uma dose extra de boa vontade para não ceder às estratégias do filho para conseguir o que quer, também é preciso que os pais diferenciem situações de pura pirraça daquelas em que há motivos reais para estresse.

Nesses momentos, entender que a maneira com que as crianças lidam com o tempo é diferente da nossa costuma ajudar. Por isso, às vezes precisamos simplesmente aceitar suas limitações. Uma criança cansada ou com fome, por exemplo, dificilmente ficará calma enquanto espera para se deitar ou comer. Da mesma forma, às vezes é melhor não compartilhar com o filho planos para um futuro que ele ainda não consegue enxergar. Farão uma viagem meses para frente? Espere para dar a notícia aos poucos, evitando que a criança fique ansiosa com muita antecedência.

Saiba quando é hora de procurar tratamento

Finalmente, é fundamental destacar a importância de se procurar ajuda profissional quando a ansiedade nas crianças estiver comprometendo sua vida e seu relacionamento com outras pessoas, impedindo-as de realizar suas tarefas diárias e de curtir momentos sem preocupação.

Se você acha que esse é o caso do seu filho, não hesite em conversar com outras pais e educadores, eventualmente buscando o auxílio de um terapeuta infantil, que poderá ir mais fundo na questão. Lembre-se: os pais também não precisam enfrentar mais essa preocupação sozinhos!

Por fim, aproveite para ler também sobre como usar os brinquedos no desenvolvimento cognitivo e motor das crianças e conheça algumas maneiras de distrair seu filho da ansiedade!

 

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