6 dúvidas sobre o processo de aquisição Bilíngue

6 dúvidas sobre o processo de aquisição Bilíngue

Na lista do que querem oferecer aos filhos para garantir a eles um bom futuro profissional, os pais brasileiros de hoje certamente incluem o domínio do inglês e de outros idiomas entre as prioridades. Isso porque está cada vez mais claro que, no mundo globalizado em que vivemos, as dificuldades pelo caminho rumo ao sucesso (pessoal e profissional) tendem a aumentar quando se domina apenas a língua materna.

Conseguir se comunicar em mais idiomas traz inúmeras (e inegáveis) benefícios. E elas são ainda maiores no caso de crianças que convivem com culturas ou famílias de idiomas diferentes. O mundo se torna bem mais amplo quando o acesso a recursos culturais disponíveis na língua original não são subtrações, mas sim acréscimos. Saber mais de uma língua também aumenta a flexibilidade da criança, tornando-a mais aberta às diferenças e, consequentemente, mais criativa.

Entretanto, mesmo pais e mães não monoglotas têm dificuldades para compreender e escolher qual a melhor maneira de proporcionar uma Educação Bilíngue de qualidade a seus filhos. Pensando nisso, elaboramos aqui uma lista com 6 perguntas e respostas sobre as diferentes formas de instrução bilíngue existentes e o funcionamento desse tipo de ensino para ajudar na decisão por um ou outro caminho. Acompanhe!

1. Qual a idade ideal para se começar o ensino de uma segunda língua?

Até em torno dos 7 anos de idade, o cérebro da criança é praticamente uma esponja, absorvendo com avidez o conhecimento e as informações a que é exposto. Assim, caso seja possível que o contato com uma segunda língua se dê em conjunto com o aprendizado do idioma materno, melhor.

Diversos estudos demonstram que o aprendizado precoce faz com que o cérebro se desenvolva de uma maneira especial, ajudando na sociabilidade das crianças, além de torná-las mais tolerantes em relação a diferenças e outras culturas.

2. Qual a diferença entre as escolas bilíngues e os cursinhos de inglês?

Alunos de escolas bilíngues convivem com o idioma no seu dia a dia, com ele sendo usado inclusive no ensino e aprendizado de outras disciplinas. Em cursinhos de inglês, ao contrário, a língua inglesa é a própria disciplina.

No primeiro caso, o aprendizado se dá tanto de maneira consciente quanto inconsciente, por meio de exposição e interação com o meio em que a criança está inserida. O aprendizado acontece naturalmente. No segundo, os alunos são expostos a um aprendizado consciente, com estudo de regras e realização de exercícios, demandando um esforço mais focado.

Na hora de optar entre um e outro, os pais precisam estar atentos para o fato de que não basta ensinar inglês e usá-lo no ensino de algumas outras disciplinas para que uma escola seja considerada de fato bilíngue. No Brasil, a regulamentação exige que a escola bilíngue tenha no mínimo 2 horas de aulas diárias na segunda língua, além de o programa de ensino precisar trabalhar não apenas as habilidades linguísticas.

3. A Educação Bilíngue pode confundir, prejudicando o ensino de outras disciplinas?

Quando está exposta a um ambiente bilíngue, seja ele escolar ou não, a criança pode até misturar os idiomas por vezes, falando coisas como “mom, give me meu livro” ou “este brinquedo is great”, mas isso não é sinal de confusão. Aliás, muito pelo contrário! Com o tempo, seu filho aprenderá naturalmente a diferenciar os idiomas, entendendo os momentos em que deve usar um ou outro. Esse aspecto inclusive ajuda na incorporação do idioma à vida cotidiana.

O mesmo vale para o aprendizado de outras disciplinas. Como o domínio do segundo idioma se dará de forma natural, as dificuldades que o aluno tiver em matemática, ciências ou história, por exemplo, provavelmente surgiriam da mesma forma se ele estivesse em uma escola monoglota. Estudos demonstram que mesmo pessoas com comprometimento cognitivo e atraso de desenvolvimento conseguem se tornar bilíngues sem prejuízo para outras habilidades.

4. Nesse caso, como funciona a alfabetização?

Uma das questões que mais geram dúvidas entre pais interessados em oferecer uma Educação Bilíngue aos filhos é o processo de alfabetização. E a preocupação realmente se justifica, uma vez que a qualidade do aprendizado nesse momento terá reflexos por toda a vida escolar do aluno.

A verdade é que a abordagem adotada dependerá da orientação pedagógica de cada escola. Algumas optam por fazer a alfabetização na língua materna enquanto outras escolhem o caminho da alfabetização simultânea. As vantagens do segundo modelo incluem a maior capacitação para compreender e produzir textos nos 2 idiomas. . Esta última é chamada de biletramento.

5. A expectativa do aprendizado de um segundo idioma pode estressar a criança?

O estresse em relação às expectativas depositadas sobre as crianças independe de ela estar recebendo uma educação monoglota ou bilíngue. Todo ambiente de ensino reúne alunos de diferentes origens, com ritmos e formas de aprendizado diferentes. A situação não muda quando se trata do domínio de um segundo idioma.

Características pessoais como interesse, aptidão e motivação, bem como a quantidade de exposição ao idioma estrangeiro fora da escola modificarão a maneira como cada aluno aprende a segunda língua. Portanto, evite comparações com os colegas, respeitando a individualidade do processo do seu filho.

Uma cobrança por resultados rápidos e perfeitos podem sim gerar estresse na criança. É muito importante que o tempo de aquisição de cada um seja respeitado.

6. O fato de o segundo idioma não ser falado em casa prejudica o bilinguismo?

Evidentemente que quanto mais contato a criança tiver com o idioma que não o materno, melhor. Porém, mesmo que ninguém da família fale a segunda língua, o aluno que está exposto a uma Educação Bilíngue na escola pode se desenvolver no bilinguismo sem problemas. Hoje em dia, os pais contam com inúmeros recursos que podem ajudar a promover o bilinguismo, como programas de TV, filmes, livros, músicas e aplicativos móveis em outros idiomas.

Alunos de escolas bilíngues no Brasil que no dia a dia falam apenas português com a família e os amigos de fora, provavelmente terão a predominância dessa língua sobre a outra. Mesmo assim, eles provavelmente acessarão e usarão os 2 idiomas aprendidos sem problemas. O que pode acontecer é que a família entre na roda, já que, assim como não há idade mínima, não há idade máxima para começar a aprender outros idiomas.

Agora que você já sabe mais sobre como funciona a Educação Bilíngue, confira mais dicas para decidir qual é a melhor opção para introduzir um idioma estrangeiro na vida do seu filho: escola bilíngue ou cursinho de inglês.

 

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