5 dúvidas sobre a educação bilíngue que você precisa sanar

5 dúvidas sobre a educação bilíngue que você precisa sanar

No mundo globalizado em que vivemos, falar uma segunda língua além da materna é algo natural, que nem sequer representa mais um diferencial no mercado de trabalho, certo? Na verdade, não é bem por aí. Ainda hoje, não é nada incomum se deparar com profissionais extremamente bem preparados em suas áreas, mas que, por falta de vivência no exterior, condições de estudo ou até mesmo por desinteresse, não dominam um segundo idioma para serem considerados bilíngues.

Ao pensarem sobre como proporcionar o conhecimento e até mesmo a fluência em outra língua para seus filhos ainda na infância e na adolescência, os pais de hoje estão, sim, pensando em uma maneira de oferecer a eles um importante diferencial na vida adulta. É fato: sem deixar de ser essencial para a vivência no mundo, a educação bilíngue ainda é capaz de destacar um profissional em meio à multidão. E o domínio de um idioma é apenas o primeiro dos benefícios. Ainda com muitas dúvidas sobre a educação bilíngue? Então resolva algumas agora mesmo!

1. Qual a diferença entre um curso de inglês e uma escola bilíngue?

É verdade que o mundo está repleto de brasileiros que dominam fluentemente outra língua sem nunca terem recebido uma educação bilíngue formal, muitos tendo atingido a fluência como autodidatas ou em cursinhos de inglês. Mas não vamos nos enganar: é impossível negar que o processo de aquisição de um segundo idioma é extremamente facilitado pela educação bilíngue.

As diferenças entre o aprendizado em um curso de idiomas e em uma escola bilíngue são simplesmente enormes. Enquanto no primeiro os alunos normalmente são expostos ao idioma com aulas tradicionais, com a atuação de professores e a realização de exercícios de treinamento, na segunda, a língua não é só tema de estudo, mas também ferramenta de comunicação. No caso das escolas bilíngues, portanto, o idioma é vivenciado o tempo todo, no dia a dia, da forma mais natural possível.

2. Existe uma idade ideal para a criança ter contato com um segundo idioma?

Ainda que não seja impossível um adulto aprender um novo idioma do zero, a ciência tem cada vez mais provas de que quanto mais cedo a criança tiver contato com uma segunda língua, mais fácil será para ela se tornar bilíngue, com maior fluência na fala e na escrita. Isso acontece porque o cérebro nasce programado para aprender atividades básicas e a interação com uma segunda língua desde o princípio funciona como um belo atalho no processo de aprendizado.

Mas isso não deve se transformar em motivo de desespero caso seu filho já esteja no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio e ainda não consegue se comunicar em outra língua que não o português. Basta que a família esteja consciente de que os processos de adaptação e integração serão um pouco mais demorados, com a instituição de ensino e os pais estando de acordo em relação às expectativas.

3. A educação bilíngue prejudica o aprendizado de outras disciplinas?

Nesse caso, os especialistas em educação tendem à unanimidade, respondendo um alto e sonoro não para essa pergunta. Alunos que têm problemas em disciplinas como Matemática, Geografia, História, Biologia ou Literatura em escolas bilíngues muito provavelmente teriam as mesmas dificuldades se estudassem em uma escola tradicional, em que o segundo idioma é tratado também como uma disciplina isolada.

Na prática, o que pode ocorrer é uma diferença no ritmo de alfabetização. Afinal, inclusive pela curiosidade natural das crianças, esse processo acaba se dando de maneira simultânea — ainda que não seja algo intencional do currículo escolar. Isso não significa, porém, que a criança fica atrasada em relação a crianças da mesma idade, mas apenas que o aprendizado acontece de maneira diferente. Aliás, estudos vêm demonstrando justamente o contrário!

Um estudo realizado recentemente pelo Grupo de Investigação em Neurociências da Universidade de Barcelona, na Espanha, identificou uma maior capacidade de concentração em pessoas que falam 2 ou mais idiomas. A pesquisa, realizada com 200 jovens, verificou que isso é provocado principalmente pela necessidade que os bilíngues e poliglotas têm de identificar o momento certo para usar os termos de uma ou outra língua.

4. Pais monoglotas podem colocar os filhos em escolas bilíngues?

Uma dúvida bastante comum entre pais que não dominam completamente um segundo idioma pode ser a de que o aprendizado que a criança ou o adolescente receber na escola não será bem aproveitado ou mesmo poderá ser perdido se não houver estímulo e vivência em casa. Evidentemente, um ambiente cotidiano em que o segundo idioma tem presença constante colabora, sim, com o aprendizado. Mas o contrário dificilmente será nocivo. O que pode acabar acontecendo é que o filho leve os pais a terem mais contato com a outra língua, contaminando positivamente toda a família com mais esse conhecimento.

De qualquer maneira, a tecnologia é uma excelente aliada para a vivência dos alunos no segundo idioma. Entrar em contato com estrangeiros pela internet (com a supervisão dos adultos, claro!) ou criar o hábito de ver programas, filmes, séries e desenhos de outros países sem dublagem ou legenda são excelentes exercícios.

5. Como escolher a melhor instituição para matricular os filhos?

A escolha da melhor instituição de educação bilíngue para seu filho não tem muitos mistérios — pelo menos não mais mistérios que qualquer outra escolha educacional. Assim como acontece na hora de decidir por uma escola tradicional, os pais devem prestar atenção em aspectos éticos, morais e de filosofia de vida, verificando se a metodologia de ensino usada está de acordo com as crenças da família.

A partir daí, vêm as questões mais práticas. O site da instituição pode ser um bom começo. Por ali, você pode conhecer a metodologia de ensino adotada, a forma como o segundo idioma é usado no ambiente escolar e também obter informações sobre ex-alunos. Também vale a pena conversar com pais de alunos para descobrir o que eles veem como pontos fortes e fracos da instituição. A partir daí, você pode fazer uma avaliação mais embasada para tomar sua decisão.

Agora que você já sabe mais sobre como se dá a educação bilíngue, aproveite para entender direitinho por que exatamente seu filho precisa de uma!

 

 

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