10 atitudes para criar um adulto independente no futuro

10 atitudes para criar um adulto independente no futuro

Por mais que temam a chegada deste momento, os pais sabem que eventualmente seus filhos irão deixar o lar para mergulhar nas próprias aventuras, construir suas vidas e trilhar seu caminho. É preciso enxergar esse “abandono do ninho” como um processo natural e, ao invés de resistir a ele, procurar fornecer os instrumentos adequados para formar um adulto independente, responsável e capaz de superar obstáculos.  

A borboleta precisa vencer o casulo para poder voar com as próprias asas, certo? Trata-se de um momento desafiador, mas que a tornará mais forte e preparada para os desafios vindouros. Mas como criar um filho independente e resiliente? Quais são as habilidades e noções que devem ser trabalhadas desde cedo na criança? É o que veremos a seguir.

Acompanhe!

1. Aprender com os erros

Você já parou para pensar que é errando que o ser humano evolui? Acertos são importantes porque indicam que estamos no caminho certo, mas é preciso desenvolver, aos poucos, a capacidade de aprender com os equívocos e escolhas erradas para conseguir avançar na vida.

Isso irá contribuir, mais tarde, para o alcance do sucesso profissional e também para que seu filho tenha um senso de evolução, e que perceba sua trajetória enquanto indivíduo e busque sempre o melhor de si.

2. Enfrentar os próprios problemas

É importante que a criança ou adolescente seja encorajado a lidar com os próprios entraves, sem esperar que tudo seja resolvido pelos pais ou responsáveis. Pense desta forma: criar um adulto independente não implica em retirar de seu caminho todos os obstáculos, mas sim promover um ambiente seguro, uma zona de proteção, para que ele enfrente seus desafios e, assim, vá treinando sua capacidade de lidar com situações adversas.

3. Ficar bem sozinho

A capacidade de aproveitar a própria companhia tem a ver com maturidade. Desde as primeiras fases da infância, a interação com outras pessoas é essencial para o desenvolvimento cognitivo de um indivíduo, mas saber aproveitar o tempo sozinho, em atividades como ler, estudar e ouvir música, é adquirir segurança para investir em inciativas que não dependam da vontade de outrem.

Solidão não significa abandono, é preciso que seu filho entenda isso. Ele deve sentir o suporte familiar sempre que precisar, mas deve ter liberdade para descobrir quais são seus interesses e ir, assim, construindo e entendendo sua identidade.  

4. Ajudar em casa

É importante que a criança entenda que o funcionamento de uma casa depende das pessoas que habitam nela. Aos poucos, portanto, ela deve ser inserida nas tarefas domésticas diárias, como secar a louça e arrumar o próprio quarto.

Essas atitudes contribuem para que ela se transforme num adulto consciente do ambiente ao seu redor, responsável pela manutenção de seu espaço pessoal. Além disso, estimula a proatividade e a ideia de asseio, o que facilitará enormemente sua vida quando ela for dividir um apartamento com colegas ou morar sozinha.

5. Nutrir consciência financeira

A noção financeira e o valor do dinheiro devem fazer parte do cotidiano infantil, desde que os ensinamentos estejam de acordo com a capacidade de compreensão da criança. O sistema de mesada, por exemplo, é um ótimo aliado na hora de mostrar a importância da economia para a aquisição de brinquedos ou objetos desejados.

O adulto que aprendeu sobre o custo de vida quando adolescente, e que entende a lógica de economizar a quantia necessária a cada mês, certamente estará apto a conquistar a estabilidade financeira mais cedo e a ser responsável por suas necessidades. Ele não terá tanta dificuldade para lidar com turbulências econômicas e se sentirá seguro por isso.

6. Estabelecer metas e trabalhar para alcançá-las

Essa habilidade é extremamente útil para a vida adulta, pois está relacionada à ideia de causa e consequência. Em outras palavras, ela compreende o seguinte entendimento: “se desejo atingir o objetivo X, preciso cumprir tantas etapas e me esforçar de tal maneira”. Trata-se da capacidade de ter foco e de dar um direcionamento para suas ações.

E não é só no aspecto profissional que a habilidade de estabelecer metas e cumpri-las será utilizada, mas em desafios como vestibular e ENEM, por exemplo, em que é necessária uma dedicação programada de acordo com as escolhas do estudante, bem como de suas facilidades e dificuldades.

7. Ter aptidão para se locomover

Isso, é claro, dependerá muito da distância que o adolescente precisa percorrer, sua idade e as condições da cidade em que mora. Em cidades pequenas, por exemplo, é comum os pais deixarem seus filhos irem até suas escolas e voltarem delas sozinhos, ou na companhia de colegas. Já em cidades maiores, é preciso se preocupar com inúmeras variáveis.

Ainda assim, permitir que seu filho aprenda a utilizar o transporte público contribuirá para que ele confie em si mesmo e em suas capacidades de localização e locomoção, criando um sentimento de independência. 

8. Entender o ciclo dos alimentos

Adultos sabem que precisam se alimentar de forma balanceada para manter um corpo saudável e em pleno funcionamento. As crianças seguirão o exemplo dos pais e somente terão essa noção se os virem consumindo bons alimentos. Nenhuma criança aprenderá a comer frutas e verduras, por exemplo, se essa não for a realidade em sua casa.   

Assim funciona também com o desperdício de comida. Pesquise com seu filho sobre o assunto e procure maneiras de prevenir esse desperdício em casa, só assim ele incorporará essa ideia em sua própria vida quando adulto.

9. Informar-se antes de opinar  

Preparar um adolescente para o complexo século XXI significa conversar com ele a respeito da enxurrada de informações a que ele ficará exposto na internet diariamente, alertá-lo sobre o potencial da comunicação e mostrar ela deve ser empregada a nosso favor, e não ao contrário.  É necessário ensinar às novas gerações os benefícios de ser crítico com as fontes de informação, e a respeitar opiniões divergentes.

10. Educar um adulto independente

Educar um adulto independe significa sair de sua zona de conforto e não blindá-lo contra todas as possíveis ameaças, permitindo que ele lute as próprias batalhas. Significa contribuir para que ele tome consciência, aos poucos, de como o mundo funciona e, acima de tudo, que interaja com o ambiente e as pessoas que o cercam de forma responsável e crítica.  

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